segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Beira do Caminho

                 Caminhos

Caminho... caminho e meus braços vazios
Abraçando, abraçando teu vulto,
Miragem fugidia que irradia luz
Na escuridão da estrada por onde sigo.
Buscando um rosto ou mesmo um sorriso
Chamo teu nome, que ironia!
Continuo sozinha...
Caminho... Caminhos,  braços abraços
Teu vulto miragem esvoaçante
Irradia luz, o caminho vazio
Espaço, tempo, teu rosto, teu riso é contra censo
Minha angustia desalento
Perdendo meus passos
Trêmulos laços que se esvoaçam ao vento
Passa teu rosto, fica teu riso
Nas ruas onde se perdem
Passos, abraços, caminhos
Quanto embaraço...
É apenas miragem
Um vulto que irradia luz
Um sonho!
Onde se perdem meus abraços
Confundindo meus passos...

                     São Paulo, 03 de maio de 1987.
                            Darcy Bilherbeck

Abismo

De mãos dadas com a incoerência, navegando por estranhos rodamoinhos de vento.
Dando voltas absurdas, fugindo da lucidez,
o olhar turvo, a mente em conflito, a dor tamanha.
O horizonte disforme conturba meus passos...
Confundindo com a poeira das ruas, espalhando nuvens
distorcendo imagens.
O poente incerto... Incalto algoz de implacáveis tormentos.
A fraquesa se alastra pelas vestes rastejantes, a dor mascara o presenten e  se propaga  incendeia os campos áridos que imergem
do cãos interior...
Reclamante do ontem na insegurança do amanhã.
Talvez a turva memória essa que te afaga,temerosa da conscienciafria
te esquece no limiar do abismo, onde corriqueira de fantasias esbanja um futuro sem presente,onde lágrimas de cetim se espalhaam pela face oculta da luz na escuridão do esquecimento.
Mantem viva a chama do irracional, onde a ternura desmedida traz a transparência da alma, de um ser
anônimo que tem por agasalho o frio manto da noite...
No despertar o orvalho confundido com suas lágrimas, secando em suas feridas...
mergulhando na solidão da alma em conflito.

                                                  São Paulo,07 de julho de 1992.
                                                          Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 29 de março de 2011

À Sombra da Tua Mão

Me deixes ficar!
preciso te ouvir, para despojar dos ombros cansados
toda dor dos caminhos mal trilhados.
Quero trocar minha dor pela esperança que tens no olhar,
sei da Tua justiça, justifica minhas lutas, embora tantas veses te esqueci em meio do caminho...
Me deixastes andar tropegamente
calculastes meus erros e me destes desafios, até onde?
buscar a sabedoria que transborda dos Teus lábios
Tola não a reconheci, na tentativa de acertar  me perdi
nos atalhos do meu caminho.
Cansada e desiludida retorno ao zero.
Me deixes ficar! só quero te ouvir e te olhar, beber da tua luz e descansar a sombra da tua mão.
Me deixes existir!
aprender ...Se possível um novo geito de caminhar.
Abrir novos horizontes, no limiar da Tua bondade, que garante a liberdade de ser livre,
para errar e acertar, para amar e não ter vergonha de chorar, mas ter esperança de
alcansar a humildade de saber que nada sou
e reconhecer que nos Teus braços acharei a força necessária para lutar e vencer
Pois quero olhar no fim do tunel e ter a certeza que estarás lá...

                                    São Paulo,09 de abril de 1992.


                                                       Darcy Bilherbeck

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terça-feira, 15 de março de 2011

*** Meu Ser***















Minha mente é um oceano revolto
onde o pensamento resiste a furia
represada do não dá mais.
O sentimento se liberta e parte...
Rompendo barreiras impostas pela razão
que limitas as fronteiras da lógica aparente
que me mantem cativa e inerte...
quebrando as correntes, alça vôo em busca do
que ficou suspenso em algum lugar do passado
presente, que se choca entre o concreto hoje e o
abstrato que mora nas entre-linhas da emoção
já sou dois e as veses  sou tantos...Outros
visto-me de sonhos e me perco em você
As veses me visto de saudades e saio ás ruas a te procurar...
Me encontro na fantasia e te persigo em sonhos,
te componho versos loucos sem nenhuma razão,
por qualquer razão que não seja apenas esta
ãnsia louca e sem tamanha de ficar fora de mim,
pois o concreto que mora em mim, me apovora e  não ter você
me faz mergulhar no oceano da incerteza e da solidão...


          São Paulo, 15 de março de 2011.
                                                        

              Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 14 de março de 2011

*** Insone***

Minha alma divaga nas brumas entorpecidas da mente
na busca incessante do sol.
Perdido na covardia do preconceito aparente
que embotou meus sentidos,
que escravisou o meu querer,
na  encruzilhada  por onde se perderam...
meus sonhos de liberdade e amor.
Hoje restaram tantos caminhos
 não trilhados...
olho pra mim...o que foram feitos que  dos meus abraços
onde se calou az minha voz
esta mesma voz, que hoje...
clama por liberdade! olha so o que restou depois de tudo, tempo, espaços vazios, lacunas que se formaram

transformando o sonho de ser livre em algo inatingível, onde me acho divagando na solidão da noite
sentindo todo o silêncio da madrugada se instalando nos meus poros já tão sensíveis.
Quando o sono é um mero fragmento disperso pelos raios de sol entrando pelas frestas da janela
Me encontra insone a te procurar em mim como forma de liberdade para fugir de mim.
                     
                                São Paulo, 12 de março de 2011

                                      Darcy Bilherbeck.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Por Júlia Blanque
Outro dia estava pensando...
Temos H-O-R-R-O-R a ficar presos!
A-M-A-M-O-S a liberdade... Porém,
"estar liberto de quê?"
De pensamento?... Enterrando fatos mastigadérrimos, que não existem mais, não
somos um cemitério ambulante. De corpo? ... aceitando-se do jeito "perfeito" que é,
e não do perfeitinho desta década?
Então tá, ? Bingo! O negócio é liberdade em ser "você" mesmo.
Paradoxo colossal:
Somos "livres" e "presos", tantos compromissos, leis, regras, costumes, horários,
rotinas, obrigações... credo!
Caracas! Sempre a liberdade foi o tocante da humanidade! Ah, então beleza!
Vamos viajar e tirar umas feriazinhas!
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O corpo vai, mas à mente descontente, 15 dias nem molham a boca de praia seca.
Pois logo logo, retorna-se ao pesadelo da realidade atenta. Isso aí... bingo again!
"Estar em paz, para respirar a liberdade".
Então diga lá: Qual é a chave para matar esta saudade? Ah... é "somente" com
você, meu chapa! É problema seu! Você já teve "muitos" momentos
compartilhados, inesquecíveis... Mas... teve "raros" em ser a sua própria e "melhor"
companhia. Ei! Acorda! Lugar fora de você, é complemento! Pô, não perde tempo!
O de fora satisfaz...
Mas ruim consigo mesmo, um porre é! Individualismo e egocentrismo não... Né? A
liberdade está aqui ? bem dentro de ti! Paz consigo mesmo... é "não dever nada a
ninguém". É não estar amarrado à dívida emocional por alguém. É nenhuma dívida
material! Tantos encontros e desencontros... Sentimento não se abafa, se
transmuta incondicionalmente.
Meu Deus, aja nó! É um jiló de enlouquecer... engolir amar sem ser amado! Ganhar
e perder... outro porre, tenha dó! Diga lá, qual a mágica que traz a paz, a liberdade
do coração? Mas as famílias querem proteção... Responsabilidade nos atos... então
abraçe a felicidade, faça o seu melhor!
Não durma não! ... Chega de mentir a si mesmo e aos outros. É hora de acordar...
Se perdoar. Por que não fez seu melhor? Era só um pouquinho de persistência,
paciência... muito medo de amar! Calma, abaixe suas armas! As ondas vêm e
vão... Guarde seu veneno! Aceite a realidade, você próprio a cavou, tá no fundão!
Perdoe-se. Sei da sua raiva... você não mora na Vila dos Smurfs.
Posso lhe falar ? é possível perdoar...
Você é divino... então compreenda o outro, meu amor.
Viu? Assim nasce a gratidão... e grandes ensinamentos virão! E, não se esqueça
não... Seja G-R-A-T-O pelo Sol e pela Lua que "Ele te deu"... para lhe iluminar!
Ah... isso é liberdade, é a loucura do paraíso! Você parece um anjo! Só que não
tem asas... Posso ver em seu olhar, as estrelas que irá alcançar, numa cascata de
luz.
Muito amor a você!
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OM MANI PADME HUM significa receber a joia da consciência divina no coração,
para se alcançar a maestria da paz, na serenidade da força do amor divino que
tudo cura e transcende.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alma Cativa

 Minha alma é cativa, num invólucru de carne que perece com o tempo... desgastante dos infidáveis maú uso ou descuido através dos dias.Hoje sei o quanto me custa cada hora vivida.Hoje busco respostas que satisfaça minha sede de entendimento no que se refere o amor- próprio e ao semelhante, tenho sede, de luz que afugente a escuridão da ignorãncia que cerca a humanidade.Hoje sei o que não me satisfaz,estou cansada de ouvir e ver pessoas que não querem crescer.Hoje não mais julgo os outros, julgo a mim, pois o que não quero para mim, não posso querer para o meu semelhante, se tenho o meu espaço limitado e como sinto  o mundo e as pessoas aqui dentro destas quatro paredes de hospital, durante 93 dias, dona das minhas faculdades mentais, fisíca e psicológica, em fim um ser pensante em toda sua plenitude me fizeram ver, sentir,agir e reagir, posso dizer que sou hoje outra pessoa, meus valores são outros, bem mais amplos, mais conciente, e vejo as pessoas aqui fora, tão pobres de pensamento e sentimentos e valores, que fico chocada em ver o nível de egoismo e individualismo em que são transformados e arraigados no ódio, na falta de  amor e companherismo, compreensão nem se fala, perdão... já não faz parte do dia a dia da vida.Todos querem paz, mas ninguém está disponível para fazer a" Paz". É estranho, paresce que estou vivendo em outro tempo. Sou e me sinto como uma estranha no ninho.É tanta hipocrisia e falsidade que está sendo difícil conviver com as pessoas de mente pequena com seus pré-julgamentos, cada qual querendo ser o dono da razão, como se isso fosse ponto de honra.A humildade desapareceu dos seres comuns, a cordialidade deixou de ser um ponto positivo que unia as pessoas. Hoje elas fazem parte da minoria já tão escassa. O individualismo é crescente e me apavora, então, me fecho em mim mesma, meus sentidos já não suportam tanta falta de amor, tenho pavor da mediocridade das pessoas. Tenho sede de luz para alimentar mente e espirito, com coisas sadias mesmo tendo certeza que tudo está conturbado e a maioria das pessoas não desenvolveram a esperança e a fé, busco  refugio na leitura, para instruir  minh'alma aflita.Procuro em Deus o amor, a bondade, a compaixão  a misericordia, o perdão, a humildade para apreder a buscar a verdade esclarecedora que satisfaça a minha sede e preencha assim o meu dia com a sabedoria oculta das mentes pensantes, buscadores de preceitos válidos que venham somar e preencher o vazio que sinto quando estou do lado de fora de mim.Sei e tenho plena consciência de que sou muitas facetas, que tenho o direito de exteriorizar o que sou, sou multípla na minha dualidade, muitas das pessoas que comigo convivem não sabem o que sou na realidade e na maioria das veses ,me calo para não criar atrito, mas está cada vez mais difícil me manter calada, tenho buscado calma e ponderação, para quando eu abrir a minha boca eu saiba mais e melhor usar as palavras e lutar por elas, e também ter embasamento para expor meu ponto de vista. Sei que êsse dia vai chegar e vou deixar essa nova criatura tomar força e crescer para o bem dela e meu próprio.Estou cansada de ser passiva e cordata. Meus valores estão gritando por liberdade de expressão, rebeldia...  acho que não, é apenas o que sou na relaidade e na verdade conseguida através dos anos e das lutas travadas.Hoje saí do hospital deixando toda essa experiência calando fundo na minh'alma e na minha frágil vida, venci a doença que se estalou em mim por 2 longos anos não faltou coragem para conviver entre seres desvalidos e em fase terminal de suas vidas, muitos sairam de lá em caixões e outros tantos lá deixei em meio as suas maselas e oro a Deus que os proteja e sustente como a mim, pois hoje sei do Seu amor e misericordia, e se de lá saí, é que tenho algo ainda a cumprir, e que Ele na sua infinita misericordia me sustente e me dê coragem para prosseguir e que eu consiga dar o meu melhor, amando o meu proximo, como Ele me amou.

                                                São Paulo,14/12/2009.

                                                                Darcy Bilherbeck

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

***Transmutação***

Sair!!
me dar ao vento...
Esquecer meu corpo nas curvas do caminhos
Me perder no  tempo, do lugar comum
encontrar o meu "Eu" despido do ontem e
despontar no sol de algum lugar.
Não esperar de outro o que depende de mim.
A força oculta que cala a dor e impele à luta...
Não importa a porta, o caminho, o vazio, se busco a luz.
Acha-la ei onde! onde estiver a minha fé...
Pois o meu " Deus" neste momento sou "Eu"
Serei, a minha força, serei a minha justiça
Farei dos meus princípios a minha "Lei"
Nela andarei e por todos os caminhos por onde eu andar, plantarei a semente pelos campos da vida
Assim colherei os frutos da auto estima se usar a sabedoria do amar ,ouvir, dividir e aprender que nada sou
sem Aquele que me criou.
Olharei um dia o sol de um novo amanhecer, farei parte então do Universo
amando a terra, o mar, o ar...
Achando a luz, encontrando a paz.
                                       São Paulo,08 de janeiro de 1995.
                                                               
                                                        Darcy Bilherbeck

sábado, 19 de fevereiro de 2011

***Das Estrêlas Libertando Sonhos***

Quando criança tinha sonhos
sonhos de crescer, ser adulta, ser dona de mim
Caminhar caminhos nunca percorridos, pois era criança
e não sabia...Queria ser livre! conquistar o mundo
tão grande!... O meu tão limitado.
Olhava o infinito e sonhava ser a estrêla fugidia que
cavalgava cavalos alados velozes como o vento.
Acordada o mundo me tolhia os passos, mas minh'alma livre!
antevia sonhos e corridas alucinantes, eu era dona dos meus caminhos e das fantasias,  entre estrêlas das noites claras
fazia projetos suspenso nos fios do pensamento.
Acordada guardava meus sonhos nas mangas esvoaçantes do tempo... A espera, a criança o limite
Ah! quanta falta fazia, como esquecer as noites , os sonhos a fantasia, o desejo de ser gente grande.
Como queria ser adulta, livre! liberta!... Minh'alma eperava o tempo...
no afã da noite figidia, construia meus sonhos na ãnsia desconhecida além dos limites
que so eu, sabia existir depois do dia findo, mas os limites estavam alí tolhendo os peus passos
no nascer do dia, e teria mais um dia de espera, quantos mais eu teria, até ser dona dos meus caminhos
para viver a minha realidade no tempo real...

                        São Paulo, 25/09/2009
                                         
                                 Darcy Bilherbeck.

Das Estrêlas Libertando Sonhos*** 2ª parte

Mesmo adulta não consegui libertar meus pés
Fui tolhida pelo meu algoz "O tempo"
mas meus pensamentos há êsse continuou livre!
Cresci no tempo amei no vento das noites quietas
escalei meus sonhos nas estrêlas deixados na esteira do tempo
Lá onde minh'alma vagueia livre pois que é eterna
é aprediz ainda no outono da vida, sou criança que sonha
que cavalga nas nuvens livre das amarras dos limites
do corpo. Ainda tenho estrêlas e sonhos, meu corpo padece
sofre as limitaçes impostas mas com a mente e o espirito

não  embotado pela prisão do corpo sou liberta,viajo pelo espaço infinito onde se é permetido sonhar e viver cada segundo como se fora o último e o único a ser vivido
ou simplesmente contemplar o nascer do sol nas praias distantes onde o mar beija as areas brancas
na sua indolência matutina, que a tudo espera e nada cobra apenas oferece ao caminhante a liberdade de 
sentirse em casa, onde nos despimos da roupagem da noite e mergulhamos em suas águas profundas
na ãnsia de liberdade onde somos os senhores do nosso destino...

                 São Paulo,25/09/2009
                                
                                 Darcy Bilherbeck.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

*** Contradição ***


Passa o passado tempo
tempo passado lento
corrompendo meus pensamentos
impensadamente...
Retroceder não quero
esquecer é preciso
mas como ! Se o tempo passa
corrompendo lentamente os meus passos.
Teimosos passos que me arratam
para o passado que teima em estar presente
como um retrocesso.
É tão dificil! ... Quando se caminha sobre os próprios passos.
Quero caminhar novos caminhos
e eles já são tão velhos,
Preciso esquecer teu rosto, mas como se o tenho gravado
em meu próprio rosto
confesso ao mundo que te esqueci e no momento seguinte
estou a te procurar em mim,e descobrir um meio de receber
o teu perdão...
Como um pecador profano que imaculou o teu rosto
com outros rostos
 na procura vã, de te deixar
no passado...
ainda tão presente.

                           São Paulo, 27 de setembro de 1987
                                 
                                             Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conflito Aparente

Partes...
já não me diz
deixas que o vazio se prapague
Não te importas
A nudez das ruas te delata
O silêncio se alastra
Não sentes! Ou fazes de conta
Quem sabe da  dor é quem a sente
Quem fica... Já não importa
tudo se torna vago e frio.
Distante... A vida se perde
procuras espaço tentando laços,
justificas tuas ausências no silêncio das aparências
Fica! Irônia...Apenas o gesto, partes! Sinto a ausência tamanha
Não é possível a permanência se nos chocamos no mutismo dos nossos absurdos
sem palavras...
Fizemos de nossa existência um jogo onde os participantes se anulam
nas próprias emoções, onde embaralhamos nossos sentimentos
e guardamos os coringas para trapacear o tempo,
êsse mesmo tempo que um dia nos uniu e agora insiste em nos separar
acenando com possibilidades que antes não percebíamos
pois éramos amor e isso nos bastava
Hoje! ele se mudou...
O que restou se chama solidão...

                              São Paulo,28 de agosto de 1992.
                                                            Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Por um olhar (Darcy Bilherbeck)

Como criança perdida
pelas ruas esquecida
sem alento sem gurida
vestida me sinto nua
quando saio às ruas a tua procura
procuro teu rosto, persigo teus passos
quanta irônia, quanta trapaça
quero vestir-me da tua presênça e bebo o cálice
da amargura... pelas ruas vazias te chamo
estas ausente não ouves o meu coração que
transpõe a distãncia por um olhar somente
Por favor!
veste-me com a luz do teu olhar
enxuga-me as lágrimas com o sol do teu sorriso...
Não! não importa, que eu siga pelas ruas, despida ou faminta
quando basta um segundo  do teu olhar, para vestir minha nudez
e fazer com que me sinta completa por ser sua somente
Que ventura infinita quando os teus olhos frios me veste o corpo nú
Tanta tormenta!
quanta calmaria quando sinto o frio do teu olhar me cobre o corpo
me aquece por inteira dentro dessa frieza imensa
tão sua e no entanto tão minha, quando dentro dessa friesa
descubro o teu geito de me amar...

domingo, 30 de janeiro de 2011

***Quimeras Abstratas***


:) :) :) :)

Anoitece...
lentamente o céu se enche de estrelas
o sono tarda... envolta na escuridão
me entrego a solidão,
sem medos!
ao vazio imenso da noite, de olhos abertos...É tarde! eu sei
de repente está alí, como a lua que surge,
encantando o meu mundo até então desabitado.
Como se estivesses à espera da noite...
do silencio maior
Lentamente!
ganhas espaço afugentando a solidão e iluminando as sombras
Tomas forma, estremeço ao ver teu rosto, teu sorriso e o brilho
que tens no olhar.
Quanto tempo!
quantas noites a te esperar na solidão adormeço...
Tomas minhas mãos, toco teu rosto tão amado!
Como chama se alastra, pelo meu corpo e me sinto
mergulhar!
nessa profunda calma que é tua presença.
Esqueço os pesadelos , me encontro te amando, extasiada deixo tomar
meus espaços formar laços...
Tomas meu corpo! me aqueces a alma e esquecemos o tempo.
entre meus braços rejeitas o amanhecer, tentas reter as sombras da noite
a qualquer custo.
Desespero... Partes! extática deixo te ir .
Através do tempo ...te procuro!
tendo apenas os lençois vazios
espalhados pelo chão.
Meus sentidos se chocam entre a escuridão e a claridade
Amanhece!...
Estou só irremediavelmente só, o quarto silencioso
reflete tua ausência tão patente.
Abro a janela deixando o sol entrar,
na esperança de te encontrar
na claridade luminosa da manhã, o tempo passa...
Caso ou acaso te encontro em meio a agitação do dia - a- dia
Procuro nos teus olhos!
A luz que me faz esquecer a escuridão e a solidão,
estão sombrios,!
andas ao meu lado tão idiferente, fugidio... Tenho medo...
de trair a emoção que sinto,
a necessidade da fuga se faz presente.
Fugir! para não te abraçar em meio a multidão.
Corro! do tempo, da claridade, me esqueço nas ruas!
que loucura!
Me encontro te amando tanto, tonta busco as sombras da noite,
um céu estrelado.
onde consegues fazer de nós dois, um ser somente.
Livres! amantes!
crianças , adultos, num mundo fantástico...
onde conseguimos anular o dia,
já que nele não nos pertencemos.
Somos dois fugitivos! de um mundo cheio de luz!
onde não posso dizer que te amo tanto,
se nem ao menos sabes que existo por você somente...

São Paulo, 01 de fevereiro de 1986.

Por: Darcy Bilherbeck

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

***Meandros do Ser***


Nosso mundo interior...Tão grande! tão infinitamente estranho
quando o pensamento se ausenta livre!... Na esfera do tempo
que limita nossos atos, libertando,e liberando nossas angustias e emoções
soltando nossas amarras, que nos prende, que as vezes nos subjuga a
viver... Uma realidade tão alheia.
Quando então nos damos conta de quantas são as vezes,
em que nos é mais facíl, nos acovardarmos, incapazes de perceber
que somos criaturas imperfeitas, sugeita a mudanças...
Como é difícil, tantas vezes nos sabermos não amados
de repente se descobre quão mais difícil seria.... viver simplesmente o nosso tempo.
Quando se morre as ilusões e só ficam as frustações e a solidão.
E essa ausência que cria barreiras nos deixando indefesos e medrosos embora tão carentes.
E quando nos descobrimos outra vez cheios de amor e ternura, nos envergonhamos, como criminosos, nos condenamos tão duramente.
Quando é tão bonito sentir e transmitir esse amor,
AMOR! doação simplificada da existência, sem perguntas e tantas vezes
sem resposta...
Nascem simplismente, num repente está alí sem cobranças.
Feliz é aquele que nasce e renasce para dar, doar e dividir,sem ferir...
Talvez porque nos libertamos de cadeias invisíveis ou que cumprimos tempo
da nossa existência, como num ritual constante.
Como entender, ou como retroceder se a vida apenas passa
se nos perguntamos tantas vezes!
de onde viemos? para onde vamos? porque? e para que ?
Para nos descobrirmos, talvez? conscientes ou inconscientes das nossas falhas, dos nossos eu's a procura tantas vezes da perfeição
quando a perfeição está no AMOR
Não importa, se aqui ou alem da podridão, que nos mesmos o crcificamos,
tantas vezes por causas que julgamos justificaveis.
Quando quem somos nós para determinar tempo... Início ou fim de um amor
ou de uma vida! Quando vivemos tantas delas, como tirar ou iliminar um amor
que nasce, as vezes sem queiramos, e de repente esta aqui.. Transformando
evoluindo, as vezes contra a nossa vontade.
Quantas são as vezes, que choramos interiormente por ele ter nascido ou
desaparecido nas folhas do tempo!
Tantas são as vezes em que nos condenamos como se fossemos donos e
senhores de nós mesmos...
Quando somos apenas criaturas imperfeitas em busca da perfeição.
Não da vida ! e sim do espirito.
Justificável seria, se tivessemos apenas o "hoje" mas como? se vivemos o "ontem" e teremos inevitavelmente que viver o "amanhã" será?
e quem poderá dizer! o que foi feito do nosso ontem, ou como será o nosso amanhã... Maravilhoso seria, se tivessemos a certeza que fomos amados e
estender as mãos a outras mãos e não mais se sentir Só!
Quando o AMOR é bálsamo para as feridas, é complemento do sol, da chuva
que abastece os rios e purifica o ar da terra, suavisa a nossa estrada
que ilumina os nossos olhos....
Transformando nossa ausência em presnça e que nos faz sorrir quando
nos tocamos livres!!!! Sem correntes nos pés....

Por :)arcy Bilherbeck

07//10/1986.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Darcy Bilherbeck Exposições

Principais exposições coletivas e participações:
2004 – "Luzes em São Paulo" – Coletiva no Hilton SP International* Imprensa Nacional Matéria "O Estado de SP" (site do ICSA)
2005 – "Brasil, um País de todos" – Della Volpe
2005 – "Marcas de um País" – Iprem - *Imprensa nacional - Site do Iprem e 60 mil exemplares distribuídos em todo o Brasil.
2005 – "O Ano do Brasil na França" - Graal Gallery * Toulouse * Paris - FRANÇA/ Karsten Greve Gallery * Paris - FRANÇA
Denise René Gallery * Paris - FRAÇA/ Du Tableau Gallery * Marseille - FRANÇA
2005 – Embaixada do Brasil em ROMA
2006 – Arte brasileira “ Isso é Brasil”
Atlantis Cultural House – Zurick - SUÍÇA,
Espacio Cultural Persal – Madrid - ESPANHA
2006 – "Encontro Nacional e Internacional de Arte" * Imprensa Nacional*
Cinco países europeus participantes * Clube Ipê - Ibirapuera São Paulo
2006 – "Homenagem aos Grandes Artistas Brasileiros" * Maksoud Plaza - São Paulo
2007 – "453 Anos de São Paulo" – Maksoud Plaza São Paulo
2007 – "Grande Mostra Internacional de Arte na Inglaterra" - THE BIRTH-O NASCIMENTO* Imprensa nacional e
Internacional- Lauderdale House– London-UK
2008 _ "Brasil Japão- Cem Anos da Imigração - Comemorações com o Chanceler das Honrarias em São Paulo Dr. Mário Ikeda e
Mostra no Espaço Cultural Riema Paulista Classic-São Paulo-SP- Medalha Bronze.
2008 – "Brasil Japão - Cem Anos da Imigração" Praça Brasil - Nagoya-Japão * Imprensa nacional e internacional
2008 – "II Mostra Internacional de Artes Visuais" em São Paulo em comemoração ao "Ano Internacional do Planeta Terra com
registro na UNESCO Paris e Brasília, Salão Nobre do Estádio do Pacaembu * Medalha Prata Escultura.
2009 – "II Mostra Internacional de Arte Brasileira - "Brasil-Reino * Unido- Museus e Turismo" Londres-UK
Lauderdale House Arts Centre- Centro Cultural britânico- Medalha Bronze .
"Participação no livro "O Brasil e o Mundo, os Melhores da Arte Brasileira", 10 a 20 de setembro 2009, XVI Bienal
Internacional do Livro Riocentro-2009- Rio de Janeiro.
PREMIAÇÕES
1. 2004 – Luzes em São Paulo – Hilton - Mênção Honrosa
2. 2005 – Brasil, um País de todos – Della Volpe - Medalha de Bronze
3. 2005 – Embaixada do Brasil em Roma (Coleção).
4. 2006 – Encontro Nacional e Internacional de Arte - Medalha Prata
5. 2006 – Homenagem aos Grandes Artistas Brasileiros - Homenageada
6. 2007 – 453 Anos de São Paulo – Maksoud Plaza São Paulo - Medalha Ouro
7. 2008 – II Mostra Internacional de Artes Visuais em São Paulo em
comemoração ao "Ano Internacional do Planeta Terra - Medalha Prata Registro na UNESCO Paris e Brasília
8. 2009 - II Mostra Internacional de Arte Brasileira na Lauderdale House Arts Centre - Londres-UK - Medalha Bronze.
9 - Livro O Brasil e o Mundo,os Melhores da Arte Brasileira- Participação.

Por Darcy Bilherbeck.
São Paulo, 24/01/2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Você em Mim


O teu amor é a chama 
que me conduz
 por caminhos íngrimes
regado pela saudade
mas também é bálsamo
que conforta nas noites vazias
O teu amor é luz quando a escuridão
se aproxima...
É também o porto seguro
das viagens contínuas
em busca da paz
O teu amor é a brisa
que afasta a tristeza
trazendo a alegria da tua chegarda.
É também a minha procura em nós, onde descanso
nos teus braços e descubro que a vida só é vida
quando acordo no teu corpo...

Guarulhos, 20 de janeiro de 2011

Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Apenas Lembranças



No espaço infinito do tempo
o teu vulto persigo!
por entre sonhos, entre sombras
buscando...buscando!
Teu rosto
perdendo os espaços
ganhando lembranças
criando saudades....
teu rosto sorrindo :)
por  entre as vidraças ... vislumbro
te perco pro tempo! que trapaça
na distãncia... No espaço vago das lembranças
meus braços vazios se chocam no nada
atraves da vidraça que te esconde, te isola,
das lembranças,
meus olhos ja cansados se fecham!
como num passado...
vislumbre de um momento.
onde tudo se acaba!
no cerrar das cortinas do tempo,
onde so ficou teu perfume, na noite estrelada...
:)

São Paulo, 22 de março de 1986.

Por: Dacy Bilherbeck

Ondas Vadias


Rabisco na areia fina
teus traços fugidios
que o tempo insiste em querer
Apagar!
Traço por traço vou deixando
teu rosto gravado
nas praias deste mar
Quando as ondas varrerem as areias
teu rosto vão encontrar sorrindo
EU sei !
vão te levar pro mar
Outra vez !
vou traçar teu rosto
mas teu sorriso
vou comigo guardar
Quando um dia...
o vento, o tempo ou as ondas
teu rosto de volta
na praia deixar
o teu sorriso eu sei!
que o tempo nunca irá
Apagar...

Buzios,10 de junho de 1986.
                                      Darcy Bilherbeck.

Enebriado de Amor






Perdôa
pela ausência no tempo...
por não enchergar os próprios caminhos.
Perdôa..
Pelos tropeços causados impensadamente,
no longo do caminhar vacilante.
Perdôa...
Um pobre demente que a verdade desconhece,
que deixou que as ruas escuras o entontecessem, com a claridade
da ilusão desmedida.
Perdôa!...
A insentatez que me tornou cego e surdo, a te querer
nos desvairios, esquecendo as fronteiras da razão.
Perdôa!...
A forma irracional de um momento em que te quiz.
Lúcido...
 Não percebi, que ha muito, não te merecia.
Só...
Na minha loucura...
fui te querer e te amei tão sozinha...
Perdôa!
Darcy Bilherbeck .
SP-15/02/87

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A dor que ficou

A dor de quem ficou
so sabe da dor aquele que vive a perda, aquela que não se espera
 mas que vem com o barulho ensurdecedor que anula a consciencia e a razão, são frações de tempo onde tudo se anula e se acaba. Aquele que fica... Melhor seria não ter ficado, como suportar a dor da perda a visão do cãos que se tranformou em rios de lama e escombros. As montanhas vieram abaixo carregando tudo em seu curso, com a força descomunal da chuva, os rios subiram transbordaram, levaram vidas... Quantas! os olhos de tanto chorar já não têm lágrimas para chorar seus mortos. Até quando vamos invadir encostas e leitos de rios! Até quando subiremos as montanhas e construiremos um plato e faremos lá uma bela casa com vista panorâmica para a mata ou um belo rio.Loucos e inconsequentes somos ao achar que não nos será cobrada  a taxa da irresponsabilidade.a Quando e quanto será necessário perder para respeitar limites que a própria natureza delimita e nós seres desprovidos do bom senso, um porque tem muito, outros, porque nada tem, simplesmente chegam e tomam posse, sem pensar na cobrança que um dia virá e ela veio a noite como o ladrão que rouba, assim como fizeram com ela e toma posse de tudo outra vez! choramos a dor, a perda o vazio o não ter mais nada.Alguns tiveram sua vida poupada mas será que a consciencia será despertada, até quando colocaremos a culpa a outros, ao Governo ao estado a Prefeitura, a Deus que tudo nos concede até o livrearbitrio de fazer o que queremos  e não temos a coragem de assumir o nosso proprio descaso e desrespeito para com a natureza que tudo nos fornece e concede até mesmo o direito de tirar o que lhe foi tirado. É triste sim ! seremos um dia capaz de parar e olhar com olhos de ver e ouvidos de ouvir e acatar a nossa própria dor quando ela vier em forma avassaladora como temos visto.Quantas vidas será necessária ser tirada de forma brutal e devastadora para acordamos e nos conscientizarmos de que precisamos respeitar para sermos respeitados,quanto ainda teremos de chorar os nossos entes queridos para aprendermos a ser humanos e Racionais.
Guarulhos,14/01/2011
                                    Darcy Bilherbeck.

Sonho Abstrato

Estremece meu corpo no teu corpo
esvazio a tempestade no teu afago
me deitos nos teus sonhos inacabados em praezer findo
como nuvens esvoaçantes em afagos dormidos
Que a lua nova lenta desponta na imensidão do teu amor
São como raios cortando os céus
Seus cabelos revoltos
depois do prazer findo...
Me espalho nas areias brancas do mar calmo
onde sacio minha sede do teu corpo amado
dourado pelos raios do sol
o tempo passa...
O amanhecer resplandece na vastidão do além
onde descansas a razão
e voltas ...
A realidade.

                                                                                     
   

São Paulo,25/09/2009.

Darcy Bilherbeck.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Razão ou lógica

Quando se perde a razão e a lógica e se anda de mãos dadas com a incoêrencia,deixando que o passado tome conta do presente a cada dia a fantasia rouba a consciencia aniquilando fatos, projetando gestos ja tão gastos, corroendo a lucidez, deixando para tras o riso, trocando a dor, simulando o ontem, em busca do hoje, já indefinido pois que já é noite finda. Trazer o sol, dispensar as estrêlas pois que ja amanheceu, tocar um instrumento sem cordas pois que não preciso de som, já os tenho de cor. Não preciso da luz que ilumina os passos teus ja que não caminhas solbre o mar, não existe pegadas na areia e nem tão pouco balançam as folhas, se levaste a brisa do norte. O porto está vazio
esqueci e esvaziei o mar...


Itaipuaçu,08 de julho de 1999.

Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Senhor!!
Dá-me forças as que não consigo por mim.
Dá-me coragem no caminho ingrime que sigo
Humildade para aceitar o que não pode ser mudado
Paciência para acha-lo em meio ao cãos que asola e desgasta o meu espirito, que se aflige em busca de respostas.
Dá-me esperança para ser cada dia melhor para ver atraves da dor que não se extingue e mesmo assim sentir o teu amor que acalma e acalenta a alma aflita, alimenta Senhor! o meu ser com sua bondade
para que eu possa ver a minha insignificancia e que mesmo assim eu possa sentir e ser participante da Sua misericordia que a todos concede.
Dignidade para cair e levantar e seguir adiante, mesmo que fraca olhe para tras mas consciente do Seu amor e bondade e que nada permites a mim que eu não possa superar e vencer, mesmo que as armas caiam em meio do caminho sei que o Seu amor me sustentará.
Dá-me Sua luz que purifica e liberta
Dá-me o silêncio para ouvir a Sua voz, sabendo que sou um mero caco entre tantos cacos e sendo criatura sua, ser moldade pelo Criador que transforma toda dor e toda lágrima em rios de alegria quando resgatada por Tua infinita bondade.

São Paulo 22/09/2009.
                                      Darcy Bilherbeck.







Dualidade de Amar


Dualidade de amar
                                                                                 
Amar você é como amar meu próprio corpo
Abraço a mim com ternura
Como me abraçarias se não fosse o tempo
A nos separar
Amar você é como despir-me do preconceito
Que nos oprime o espírito
Pois na minha nudez é que te encontro nu
De toda a falsidade que nos afasta.
Amar você... É ter ciúmes do meu corpo,
Quando sinto o toque de outras  mãos
Que não as suas.
É querer a solidão do quarto como refugio
Pra a vida que te reclama.
É a certeza de te encontrar no mesmo plano,
Sem censura, onde toda nudez é permitida.
Onde não existe vencedor e nem tão pouco vencidos.
Amar você...
É amar a dignidade de ser o elo que vive em nossos corpos
Sem limites, sem começo e sem final.
Como corpo e espírito,
É emoção da dualidade unificada é não partir
É não ficar ausente é estar sem nunca ter chegado.
Amar você! É viver a continuidade de nós mesmos, sem espaços
Sem divisão de corpos.
A tua beleza de alma é o meu espelho para vida
O teu sorriso é a gratificação mais cara e mais pura do direito a vida
É a recompensa... Pelo silencio não quebrado, pela paz claramente estabelecida sem nunca ter sido mencionada.
Amar! A mim é achar você depois de cada final de dia e sei
Que por todos os caminhos por eu andar, vou amar Amim
Na certeza de amar você.
                                           São Paulo, 15 de março de 1987.
                                                            Darcy Bilherbeck.



             Sonho e ilusões


É preciso que eu siga
Por Deus!
É preciso por mim, por você
Por aqueles que perdidos
Não encontram sentido e
Param no meio do caminho,
Deixando seus sonhos, e suas ilusões perdidas
É preciso que eu siga...
Não posso parar
 É uma luta renhida
Que travo comigo
Vencer a cada passo,
Te a mando nos espaços,
Pedaços, farrapos o que quer que eu faça
É preciso...
 Por Deus! É preciso
O tempo se arrasta, ganhando espaço
Anulando o passado
 Que já fez tanta trapaça
Tirando você dos meus braços
É preciso! Eu sei que preciso
Buscar...
 Refazer novos laços
Ah! Eu sei! Vou achar outra vez
O sentido de viver
 Cada passo
Tendo você nos meus braços...

                            São Paulo, 27 de dezembro de 1986