quinta-feira, 28 de abril de 2011

**** Natureza ***


                           NATUREZA     

                        O homem como predador
         Acha a natureza linda e exuberante
                         Com suas diversidades
         Esquece de cuidar do que de graça lhe foi dado
                          Desmata
         Sem piedade corta, fere,sangra
                  Como se não bastasse, queima
          Galho, troncos, raízes retorcidas
                           Nada resta!
                      Tudo acabou?
                            Não...
          Ainda existem aqueles que se compadecem
                     E choram com tanta destruição,
                              Não só contemplam
                              Não só choram
          Recolhe, limpa, lava, lava, cuida
                              Das feridas
          Remove cinzas, carvão, cascas e detritos
                     Com paciência, cuidado e amor
                               Esculpe...
          Aos poucos lentamente vai descobrindo formas
                     Suaves e às vezes agrestes
                            
           O amor enobrece enfeita...
                     Traz de volta a beleza
           Esculpida pelo fogo, transformadas em obras
                               De Arte.
           Voltando outra vez ao homem o seu destruidor
                                Sem deixar esquecer de onde foi tirada.
           Retornando com sua beleza à natureza
                                 Agora em Obras de Arte.
                     Até quando? O homem
           Seguirá destruindo a natureza...


                                   Itáipuaçu, 08/10/2004.
                                                                    Darcy N. Bilherbeck


Grande nome nas esculturas, conhecida como a sucessora do escultor austríaco Krasjberg, o precursor da arte em raízes em arvores queimadas no Brasil, Darcy Bilherbeck alcança hoje a mais alta escala de qualidade na criação de esculturas com raízes. Lapida as peças e as trata com anti-fungicidas e anti-bactericidas e todos os recursos de preservação, envernizando-as e mantendo-as por anos sempre intactos e com a beleza irreverente das grandes e maravilhosas criações. As esculturas em raízes queimadas pelo fogo recebem, após o tratamento, incrustações de pedras semi-preciosas brasileiras, em geral com base em granito. A escultora, sempre inovando com as suas peças únicas, busca formas inusitadas nas próprias raízes. Seus trabalhos atravessam fronteiras e vão além dos continentes.
Sou apenas a garimpeira que tráz de volta à vida o que o homem através do fogo tentou destruir, quem dera eu pudesse transformar todas as raizes que vejo jogadas por aí em arte, para enfeitar e mostrar ao homem que tanto destroi a nossa natureza o mal que faz contra  ele mesmo. Que pouco se importa se está destruindo vidas ou derrubando e queimando àrvores ou matando gente,cada raiz é única mesmo sendo da mesma espécie você não vai encontrar outra igual.
Pense na natureza com carinho pois fazemos parte do todo.

Joelho de Cristal
Obra premiada com Medalha Bronze em Londres
em 2008. exposição realizada pelo Instituto Cultural Século e Arte, que tem como presidente a Srª Viviane Spena que muito tem feito pela arte Brasileira no Brasil e no Mundo, grande conhecedora da arte e também excelente artista plástica e retratista, detendo grande conhecimento das galerias de arte no Exterior.

domingo, 24 de abril de 2011

*** Anseios de Liberdade ***



Você chega...
Mansamente vai tomando espaço
Em minha vida
Assim! Como quem chega e já é há tanto
Esperado.
Sem querer, te estendo os braços
No mundo já tão cheio de embaraços
Que nos faz estranhas criaturas
Que conseguem superar o feio e o triste
Fazendo com que a beleza do amor primário
Que nos atrai... Esse que não se desgasta
Nas teias da falsidade aparente
Que tantas vezes nos afasta.
É quando chegamos... Eu pra você
E você pra mim tão diferente
Nos tocamos mudos, numa emoção clara como
Que entontece a nossa razão já tão corroída
Só então percebemos que a pureza ainda existe
Em nossos corpos.
Temerosos tentamos, fugir numa ânsia louca
De querer ficar... Sem medos , livres para a vida
Que nos sorri.
É então... Você me estende outra vez os braços
E já não quero mais fugir
Pois preciso dos braços para poder viver e sorrir.

                            São Paulo,23 de junho de 1987.
                                                Darcy Bilherbeck.


*** O Vento ***

O vento que varre as ruas
trazendo a chuva, fina e cortante
molhando meu corpo espalhando pelas vestes
tomando meu corpo lavando minh'alma
este mesmo vento  e esta chuva me levam de volta
ao passado...
que achei ter deixado ao largo do destino
quanta ilusão!
Açoitando meu rosto sem piedade.
me trazem de volta... Saudades adormecidas,
lembranças!!
retalhos perdidos num canto qualquer da memória.
Há! que peças  me pregam, me fazendo ver e sentir na pele que por mais que passe, as ruas serão as
mesmas.
O tempo ... Meu algoz segue seu curso.
O vento sempre espalhará as cinzas, revolvendo as lembranças, acordando as saudades
dos abraços guardados sob a pele.
Que o vento aflora quando passa ...Viverei tempos de inercia e de tempestades
me envolverei neles e buscarei saídas e retornos extremos, só assim, vivendo o tempo em cada tempo.
acharei o tempo das lembranças e ainda assim tecerei saudades, pois sempre haverá ventanias que me levarão de volta ao passado onde você está ...

                    São Paulo ,03 de Outubro de 2004
                           Darcy Bilherbeck

segunda-feira, 11 de abril de 2011

*** Labirintos***


                     Labirintos

Por você!    Rompi tantas cadeias
Me despi de tantos laços
Por você!
Me desfiz dos braços
Me converti à solidão
Onde agora me choco
Tentando esquecer
As vozes, os sons, o riso
Percorrendo labirintos sem retorno
Emudecendo os sentidos
Anulando cada vez mais a matéria
Retornando as origens
A fragmentação do ser humano
Se descompondo, se reduzindo
Ao nada do qual um dia nos formamos
Deixando de ser...
Corpo, pele, alma ou espírito
Matéria ou invólucro
Em fim...
Deixar de ser objeto pensante
Tornar-se nada e ao nada
Retornar...
Para poder outra vez
Viver...

                                 São Paulo, 05 de março de 1981

                                                 Darcy Bilherbeck.


A Beira do Caminho

                 Caminhos

Caminho... caminho e meus braços vazios
Abraçando, abraçando teu vulto,
Miragem fugidia que irradia luz
Na escuridão da estrada por onde sigo.
Buscando um rosto ou mesmo um sorriso
Chamo teu nome, que ironia!
Continuo sozinha...
Caminho... Caminhos,  braços abraços
Teu vulto miragem esvoaçante
Irradia luz, o caminho vazio
Espaço, tempo, teu rosto, teu riso é contra censo
Minha angustia desalento
Perdendo meus passos
Trêmulos laços que se esvoaçam ao vento
Passa teu rosto, fica teu riso
Nas ruas onde se perdem
Passos, abraços, caminhos
Quanto embaraço...
É apenas miragem
Um vulto que irradia luz
Um sonho!
Onde se perdem meus abraços
Confundindo meus passos...

                     São Paulo, 03 de maio de 1987.
                            Darcy Bilherbeck

Abismo

De mãos dadas com a incoerência, navegando por estranhos rodamoinhos de vento.
Dando voltas absurdas, fugindo da lucidez,
o olhar turvo, a mente em conflito, a dor tamanha.
O horizonte disforme conturba meus passos...
Confundindo com a poeira das ruas, espalhando nuvens
distorcendo imagens.
O poente incerto... Incalto algoz de implacáveis tormentos.
A fraquesa se alastra pelas vestes rastejantes, a dor mascara o presenten e  se propaga  incendeia os campos áridos que imergem
do cãos interior...
Reclamante do ontem na insegurança do amanhã.
Talvez a turva memória essa que te afaga,temerosa da conscienciafria
te esquece no limiar do abismo, onde corriqueira de fantasias esbanja um futuro sem presente,onde lágrimas de cetim se espalhaam pela face oculta da luz na escuridão do esquecimento.
Mantem viva a chama do irracional, onde a ternura desmedida traz a transparência da alma, de um ser
anônimo que tem por agasalho o frio manto da noite...
No despertar o orvalho confundido com suas lágrimas, secando em suas feridas...
mergulhando na solidão da alma em conflito.

                                                  São Paulo,07 de julho de 1992.
                                                          Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 29 de março de 2011

À Sombra da Tua Mão

Me deixes ficar!
preciso te ouvir, para despojar dos ombros cansados
toda dor dos caminhos mal trilhados.
Quero trocar minha dor pela esperança que tens no olhar,
sei da Tua justiça, justifica minhas lutas, embora tantas veses te esqueci em meio do caminho...
Me deixastes andar tropegamente
calculastes meus erros e me destes desafios, até onde?
buscar a sabedoria que transborda dos Teus lábios
Tola não a reconheci, na tentativa de acertar  me perdi
nos atalhos do meu caminho.
Cansada e desiludida retorno ao zero.
Me deixes ficar! só quero te ouvir e te olhar, beber da tua luz e descansar a sombra da tua mão.
Me deixes existir!
aprender ...Se possível um novo geito de caminhar.
Abrir novos horizontes, no limiar da Tua bondade, que garante a liberdade de ser livre,
para errar e acertar, para amar e não ter vergonha de chorar, mas ter esperança de
alcansar a humildade de saber que nada sou
e reconhecer que nos Teus braços acharei a força necessária para lutar e vencer
Pois quero olhar no fim do tunel e ter a certeza que estarás lá...

                                    São Paulo,09 de abril de 1992.


                                                       Darcy Bilherbeck

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terça-feira, 15 de março de 2011

*** Meu Ser***















Minha mente é um oceano revolto
onde o pensamento resiste a furia
represada do não dá mais.
O sentimento se liberta e parte...
Rompendo barreiras impostas pela razão
que limitas as fronteiras da lógica aparente
que me mantem cativa e inerte...
quebrando as correntes, alça vôo em busca do
que ficou suspenso em algum lugar do passado
presente, que se choca entre o concreto hoje e o
abstrato que mora nas entre-linhas da emoção
já sou dois e as veses  sou tantos...Outros
visto-me de sonhos e me perco em você
As veses me visto de saudades e saio ás ruas a te procurar...
Me encontro na fantasia e te persigo em sonhos,
te componho versos loucos sem nenhuma razão,
por qualquer razão que não seja apenas esta
ãnsia louca e sem tamanha de ficar fora de mim,
pois o concreto que mora em mim, me apovora e  não ter você
me faz mergulhar no oceano da incerteza e da solidão...


          São Paulo, 15 de março de 2011.
                                                        

              Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 14 de março de 2011

*** Insone***

Minha alma divaga nas brumas entorpecidas da mente
na busca incessante do sol.
Perdido na covardia do preconceito aparente
que embotou meus sentidos,
que escravisou o meu querer,
na  encruzilhada  por onde se perderam...
meus sonhos de liberdade e amor.
Hoje restaram tantos caminhos
 não trilhados...
olho pra mim...o que foram feitos que  dos meus abraços
onde se calou az minha voz
esta mesma voz, que hoje...
clama por liberdade! olha so o que restou depois de tudo, tempo, espaços vazios, lacunas que se formaram

transformando o sonho de ser livre em algo inatingível, onde me acho divagando na solidão da noite
sentindo todo o silêncio da madrugada se instalando nos meus poros já tão sensíveis.
Quando o sono é um mero fragmento disperso pelos raios de sol entrando pelas frestas da janela
Me encontra insone a te procurar em mim como forma de liberdade para fugir de mim.
                     
                                São Paulo, 12 de março de 2011

                                      Darcy Bilherbeck.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Por Júlia Blanque
Outro dia estava pensando...
Temos H-O-R-R-O-R a ficar presos!
A-M-A-M-O-S a liberdade... Porém,
"estar liberto de quê?"
De pensamento?... Enterrando fatos mastigadérrimos, que não existem mais, não
somos um cemitério ambulante. De corpo? ... aceitando-se do jeito "perfeito" que é,
e não do perfeitinho desta década?
Então tá, ? Bingo! O negócio é liberdade em ser "você" mesmo.
Paradoxo colossal:
Somos "livres" e "presos", tantos compromissos, leis, regras, costumes, horários,
rotinas, obrigações... credo!
Caracas! Sempre a liberdade foi o tocante da humanidade! Ah, então beleza!
Vamos viajar e tirar umas feriazinhas!
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O corpo vai, mas à mente descontente, 15 dias nem molham a boca de praia seca.
Pois logo logo, retorna-se ao pesadelo da realidade atenta. Isso aí... bingo again!
"Estar em paz, para respirar a liberdade".
Então diga lá: Qual é a chave para matar esta saudade? Ah... é "somente" com
você, meu chapa! É problema seu! Você já teve "muitos" momentos
compartilhados, inesquecíveis... Mas... teve "raros" em ser a sua própria e "melhor"
companhia. Ei! Acorda! Lugar fora de você, é complemento! Pô, não perde tempo!
O de fora satisfaz...
Mas ruim consigo mesmo, um porre é! Individualismo e egocentrismo não... Né? A
liberdade está aqui ? bem dentro de ti! Paz consigo mesmo... é "não dever nada a
ninguém". É não estar amarrado à dívida emocional por alguém. É nenhuma dívida
material! Tantos encontros e desencontros... Sentimento não se abafa, se
transmuta incondicionalmente.
Meu Deus, aja nó! É um jiló de enlouquecer... engolir amar sem ser amado! Ganhar
e perder... outro porre, tenha dó! Diga lá, qual a mágica que traz a paz, a liberdade
do coração? Mas as famílias querem proteção... Responsabilidade nos atos... então
abraçe a felicidade, faça o seu melhor!
Não durma não! ... Chega de mentir a si mesmo e aos outros. É hora de acordar...
Se perdoar. Por que não fez seu melhor? Era só um pouquinho de persistência,
paciência... muito medo de amar! Calma, abaixe suas armas! As ondas vêm e
vão... Guarde seu veneno! Aceite a realidade, você próprio a cavou, tá no fundão!
Perdoe-se. Sei da sua raiva... você não mora na Vila dos Smurfs.
Posso lhe falar ? é possível perdoar...
Você é divino... então compreenda o outro, meu amor.
Viu? Assim nasce a gratidão... e grandes ensinamentos virão! E, não se esqueça
não... Seja G-R-A-T-O pelo Sol e pela Lua que "Ele te deu"... para lhe iluminar!
Ah... isso é liberdade, é a loucura do paraíso! Você parece um anjo! Só que não
tem asas... Posso ver em seu olhar, as estrelas que irá alcançar, numa cascata de
luz.
Muito amor a você!
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OM MANI PADME HUM significa receber a joia da consciência divina no coração,
para se alcançar a maestria da paz, na serenidade da força do amor divino que
tudo cura e transcende.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alma Cativa

 Minha alma é cativa, num invólucru de carne que perece com o tempo... desgastante dos infidáveis maú uso ou descuido através dos dias.Hoje sei o quanto me custa cada hora vivida.Hoje busco respostas que satisfaça minha sede de entendimento no que se refere o amor- próprio e ao semelhante, tenho sede, de luz que afugente a escuridão da ignorãncia que cerca a humanidade.Hoje sei o que não me satisfaz,estou cansada de ouvir e ver pessoas que não querem crescer.Hoje não mais julgo os outros, julgo a mim, pois o que não quero para mim, não posso querer para o meu semelhante, se tenho o meu espaço limitado e como sinto  o mundo e as pessoas aqui dentro destas quatro paredes de hospital, durante 93 dias, dona das minhas faculdades mentais, fisíca e psicológica, em fim um ser pensante em toda sua plenitude me fizeram ver, sentir,agir e reagir, posso dizer que sou hoje outra pessoa, meus valores são outros, bem mais amplos, mais conciente, e vejo as pessoas aqui fora, tão pobres de pensamento e sentimentos e valores, que fico chocada em ver o nível de egoismo e individualismo em que são transformados e arraigados no ódio, na falta de  amor e companherismo, compreensão nem se fala, perdão... já não faz parte do dia a dia da vida.Todos querem paz, mas ninguém está disponível para fazer a" Paz". É estranho, paresce que estou vivendo em outro tempo. Sou e me sinto como uma estranha no ninho.É tanta hipocrisia e falsidade que está sendo difícil conviver com as pessoas de mente pequena com seus pré-julgamentos, cada qual querendo ser o dono da razão, como se isso fosse ponto de honra.A humildade desapareceu dos seres comuns, a cordialidade deixou de ser um ponto positivo que unia as pessoas. Hoje elas fazem parte da minoria já tão escassa. O individualismo é crescente e me apavora, então, me fecho em mim mesma, meus sentidos já não suportam tanta falta de amor, tenho pavor da mediocridade das pessoas. Tenho sede de luz para alimentar mente e espirito, com coisas sadias mesmo tendo certeza que tudo está conturbado e a maioria das pessoas não desenvolveram a esperança e a fé, busco  refugio na leitura, para instruir  minh'alma aflita.Procuro em Deus o amor, a bondade, a compaixão  a misericordia, o perdão, a humildade para apreder a buscar a verdade esclarecedora que satisfaça a minha sede e preencha assim o meu dia com a sabedoria oculta das mentes pensantes, buscadores de preceitos válidos que venham somar e preencher o vazio que sinto quando estou do lado de fora de mim.Sei e tenho plena consciência de que sou muitas facetas, que tenho o direito de exteriorizar o que sou, sou multípla na minha dualidade, muitas das pessoas que comigo convivem não sabem o que sou na realidade e na maioria das veses ,me calo para não criar atrito, mas está cada vez mais difícil me manter calada, tenho buscado calma e ponderação, para quando eu abrir a minha boca eu saiba mais e melhor usar as palavras e lutar por elas, e também ter embasamento para expor meu ponto de vista. Sei que êsse dia vai chegar e vou deixar essa nova criatura tomar força e crescer para o bem dela e meu próprio.Estou cansada de ser passiva e cordata. Meus valores estão gritando por liberdade de expressão, rebeldia...  acho que não, é apenas o que sou na relaidade e na verdade conseguida através dos anos e das lutas travadas.Hoje saí do hospital deixando toda essa experiência calando fundo na minh'alma e na minha frágil vida, venci a doença que se estalou em mim por 2 longos anos não faltou coragem para conviver entre seres desvalidos e em fase terminal de suas vidas, muitos sairam de lá em caixões e outros tantos lá deixei em meio as suas maselas e oro a Deus que os proteja e sustente como a mim, pois hoje sei do Seu amor e misericordia, e se de lá saí, é que tenho algo ainda a cumprir, e que Ele na sua infinita misericordia me sustente e me dê coragem para prosseguir e que eu consiga dar o meu melhor, amando o meu proximo, como Ele me amou.

                                                São Paulo,14/12/2009.

                                                                Darcy Bilherbeck

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

***Transmutação***

Sair!!
me dar ao vento...
Esquecer meu corpo nas curvas do caminhos
Me perder no  tempo, do lugar comum
encontrar o meu "Eu" despido do ontem e
despontar no sol de algum lugar.
Não esperar de outro o que depende de mim.
A força oculta que cala a dor e impele à luta...
Não importa a porta, o caminho, o vazio, se busco a luz.
Acha-la ei onde! onde estiver a minha fé...
Pois o meu " Deus" neste momento sou "Eu"
Serei, a minha força, serei a minha justiça
Farei dos meus princípios a minha "Lei"
Nela andarei e por todos os caminhos por onde eu andar, plantarei a semente pelos campos da vida
Assim colherei os frutos da auto estima se usar a sabedoria do amar ,ouvir, dividir e aprender que nada sou
sem Aquele que me criou.
Olharei um dia o sol de um novo amanhecer, farei parte então do Universo
amando a terra, o mar, o ar...
Achando a luz, encontrando a paz.
                                       São Paulo,08 de janeiro de 1995.
                                                               
                                                        Darcy Bilherbeck

sábado, 19 de fevereiro de 2011

***Das Estrêlas Libertando Sonhos***

Quando criança tinha sonhos
sonhos de crescer, ser adulta, ser dona de mim
Caminhar caminhos nunca percorridos, pois era criança
e não sabia...Queria ser livre! conquistar o mundo
tão grande!... O meu tão limitado.
Olhava o infinito e sonhava ser a estrêla fugidia que
cavalgava cavalos alados velozes como o vento.
Acordada o mundo me tolhia os passos, mas minh'alma livre!
antevia sonhos e corridas alucinantes, eu era dona dos meus caminhos e das fantasias,  entre estrêlas das noites claras
fazia projetos suspenso nos fios do pensamento.
Acordada guardava meus sonhos nas mangas esvoaçantes do tempo... A espera, a criança o limite
Ah! quanta falta fazia, como esquecer as noites , os sonhos a fantasia, o desejo de ser gente grande.
Como queria ser adulta, livre! liberta!... Minh'alma eperava o tempo...
no afã da noite figidia, construia meus sonhos na ãnsia desconhecida além dos limites
que so eu, sabia existir depois do dia findo, mas os limites estavam alí tolhendo os peus passos
no nascer do dia, e teria mais um dia de espera, quantos mais eu teria, até ser dona dos meus caminhos
para viver a minha realidade no tempo real...

                        São Paulo, 25/09/2009
                                         
                                 Darcy Bilherbeck.

Das Estrêlas Libertando Sonhos*** 2ª parte

Mesmo adulta não consegui libertar meus pés
Fui tolhida pelo meu algoz "O tempo"
mas meus pensamentos há êsse continuou livre!
Cresci no tempo amei no vento das noites quietas
escalei meus sonhos nas estrêlas deixados na esteira do tempo
Lá onde minh'alma vagueia livre pois que é eterna
é aprediz ainda no outono da vida, sou criança que sonha
que cavalga nas nuvens livre das amarras dos limites
do corpo. Ainda tenho estrêlas e sonhos, meu corpo padece
sofre as limitaçes impostas mas com a mente e o espirito

não  embotado pela prisão do corpo sou liberta,viajo pelo espaço infinito onde se é permetido sonhar e viver cada segundo como se fora o último e o único a ser vivido
ou simplesmente contemplar o nascer do sol nas praias distantes onde o mar beija as areas brancas
na sua indolência matutina, que a tudo espera e nada cobra apenas oferece ao caminhante a liberdade de 
sentirse em casa, onde nos despimos da roupagem da noite e mergulhamos em suas águas profundas
na ãnsia de liberdade onde somos os senhores do nosso destino...

                 São Paulo,25/09/2009
                                
                                 Darcy Bilherbeck.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

*** Contradição ***


Passa o passado tempo
tempo passado lento
corrompendo meus pensamentos
impensadamente...
Retroceder não quero
esquecer é preciso
mas como ! Se o tempo passa
corrompendo lentamente os meus passos.
Teimosos passos que me arratam
para o passado que teima em estar presente
como um retrocesso.
É tão dificil! ... Quando se caminha sobre os próprios passos.
Quero caminhar novos caminhos
e eles já são tão velhos,
Preciso esquecer teu rosto, mas como se o tenho gravado
em meu próprio rosto
confesso ao mundo que te esqueci e no momento seguinte
estou a te procurar em mim,e descobrir um meio de receber
o teu perdão...
Como um pecador profano que imaculou o teu rosto
com outros rostos
 na procura vã, de te deixar
no passado...
ainda tão presente.

                           São Paulo, 27 de setembro de 1987
                                 
                                             Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conflito Aparente

Partes...
já não me diz
deixas que o vazio se prapague
Não te importas
A nudez das ruas te delata
O silêncio se alastra
Não sentes! Ou fazes de conta
Quem sabe da  dor é quem a sente
Quem fica... Já não importa
tudo se torna vago e frio.
Distante... A vida se perde
procuras espaço tentando laços,
justificas tuas ausências no silêncio das aparências
Fica! Irônia...Apenas o gesto, partes! Sinto a ausência tamanha
Não é possível a permanência se nos chocamos no mutismo dos nossos absurdos
sem palavras...
Fizemos de nossa existência um jogo onde os participantes se anulam
nas próprias emoções, onde embaralhamos nossos sentimentos
e guardamos os coringas para trapacear o tempo,
êsse mesmo tempo que um dia nos uniu e agora insiste em nos separar
acenando com possibilidades que antes não percebíamos
pois éramos amor e isso nos bastava
Hoje! ele se mudou...
O que restou se chama solidão...

                              São Paulo,28 de agosto de 1992.
                                                            Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Por um olhar (Darcy Bilherbeck)

Como criança perdida
pelas ruas esquecida
sem alento sem gurida
vestida me sinto nua
quando saio às ruas a tua procura
procuro teu rosto, persigo teus passos
quanta irônia, quanta trapaça
quero vestir-me da tua presênça e bebo o cálice
da amargura... pelas ruas vazias te chamo
estas ausente não ouves o meu coração que
transpõe a distãncia por um olhar somente
Por favor!
veste-me com a luz do teu olhar
enxuga-me as lágrimas com o sol do teu sorriso...
Não! não importa, que eu siga pelas ruas, despida ou faminta
quando basta um segundo  do teu olhar, para vestir minha nudez
e fazer com que me sinta completa por ser sua somente
Que ventura infinita quando os teus olhos frios me veste o corpo nú
Tanta tormenta!
quanta calmaria quando sinto o frio do teu olhar me cobre o corpo
me aquece por inteira dentro dessa frieza imensa
tão sua e no entanto tão minha, quando dentro dessa friesa
descubro o teu geito de me amar...