sábado, 19 de fevereiro de 2011

***Das Estrêlas Libertando Sonhos***

Quando criança tinha sonhos
sonhos de crescer, ser adulta, ser dona de mim
Caminhar caminhos nunca percorridos, pois era criança
e não sabia...Queria ser livre! conquistar o mundo
tão grande!... O meu tão limitado.
Olhava o infinito e sonhava ser a estrêla fugidia que
cavalgava cavalos alados velozes como o vento.
Acordada o mundo me tolhia os passos, mas minh'alma livre!
antevia sonhos e corridas alucinantes, eu era dona dos meus caminhos e das fantasias,  entre estrêlas das noites claras
fazia projetos suspenso nos fios do pensamento.
Acordada guardava meus sonhos nas mangas esvoaçantes do tempo... A espera, a criança o limite
Ah! quanta falta fazia, como esquecer as noites , os sonhos a fantasia, o desejo de ser gente grande.
Como queria ser adulta, livre! liberta!... Minh'alma eperava o tempo...
no afã da noite figidia, construia meus sonhos na ãnsia desconhecida além dos limites
que so eu, sabia existir depois do dia findo, mas os limites estavam alí tolhendo os peus passos
no nascer do dia, e teria mais um dia de espera, quantos mais eu teria, até ser dona dos meus caminhos
para viver a minha realidade no tempo real...

                        São Paulo, 25/09/2009
                                         
                                 Darcy Bilherbeck.

Das Estrêlas Libertando Sonhos*** 2ª parte

Mesmo adulta não consegui libertar meus pés
Fui tolhida pelo meu algoz "O tempo"
mas meus pensamentos há êsse continuou livre!
Cresci no tempo amei no vento das noites quietas
escalei meus sonhos nas estrêlas deixados na esteira do tempo
Lá onde minh'alma vagueia livre pois que é eterna
é aprediz ainda no outono da vida, sou criança que sonha
que cavalga nas nuvens livre das amarras dos limites
do corpo. Ainda tenho estrêlas e sonhos, meu corpo padece
sofre as limitaçes impostas mas com a mente e o espirito

não  embotado pela prisão do corpo sou liberta,viajo pelo espaço infinito onde se é permetido sonhar e viver cada segundo como se fora o último e o único a ser vivido
ou simplesmente contemplar o nascer do sol nas praias distantes onde o mar beija as areas brancas
na sua indolência matutina, que a tudo espera e nada cobra apenas oferece ao caminhante a liberdade de 
sentirse em casa, onde nos despimos da roupagem da noite e mergulhamos em suas águas profundas
na ãnsia de liberdade onde somos os senhores do nosso destino...

                 São Paulo,25/09/2009
                                
                                 Darcy Bilherbeck.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

*** Contradição ***


Passa o passado tempo
tempo passado lento
corrompendo meus pensamentos
impensadamente...
Retroceder não quero
esquecer é preciso
mas como ! Se o tempo passa
corrompendo lentamente os meus passos.
Teimosos passos que me arratam
para o passado que teima em estar presente
como um retrocesso.
É tão dificil! ... Quando se caminha sobre os próprios passos.
Quero caminhar novos caminhos
e eles já são tão velhos,
Preciso esquecer teu rosto, mas como se o tenho gravado
em meu próprio rosto
confesso ao mundo que te esqueci e no momento seguinte
estou a te procurar em mim,e descobrir um meio de receber
o teu perdão...
Como um pecador profano que imaculou o teu rosto
com outros rostos
 na procura vã, de te deixar
no passado...
ainda tão presente.

                           São Paulo, 27 de setembro de 1987
                                 
                                             Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conflito Aparente

Partes...
já não me diz
deixas que o vazio se prapague
Não te importas
A nudez das ruas te delata
O silêncio se alastra
Não sentes! Ou fazes de conta
Quem sabe da  dor é quem a sente
Quem fica... Já não importa
tudo se torna vago e frio.
Distante... A vida se perde
procuras espaço tentando laços,
justificas tuas ausências no silêncio das aparências
Fica! Irônia...Apenas o gesto, partes! Sinto a ausência tamanha
Não é possível a permanência se nos chocamos no mutismo dos nossos absurdos
sem palavras...
Fizemos de nossa existência um jogo onde os participantes se anulam
nas próprias emoções, onde embaralhamos nossos sentimentos
e guardamos os coringas para trapacear o tempo,
êsse mesmo tempo que um dia nos uniu e agora insiste em nos separar
acenando com possibilidades que antes não percebíamos
pois éramos amor e isso nos bastava
Hoje! ele se mudou...
O que restou se chama solidão...

                              São Paulo,28 de agosto de 1992.
                                                            Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Por um olhar (Darcy Bilherbeck)

Como criança perdida
pelas ruas esquecida
sem alento sem gurida
vestida me sinto nua
quando saio às ruas a tua procura
procuro teu rosto, persigo teus passos
quanta irônia, quanta trapaça
quero vestir-me da tua presênça e bebo o cálice
da amargura... pelas ruas vazias te chamo
estas ausente não ouves o meu coração que
transpõe a distãncia por um olhar somente
Por favor!
veste-me com a luz do teu olhar
enxuga-me as lágrimas com o sol do teu sorriso...
Não! não importa, que eu siga pelas ruas, despida ou faminta
quando basta um segundo  do teu olhar, para vestir minha nudez
e fazer com que me sinta completa por ser sua somente
Que ventura infinita quando os teus olhos frios me veste o corpo nú
Tanta tormenta!
quanta calmaria quando sinto o frio do teu olhar me cobre o corpo
me aquece por inteira dentro dessa frieza imensa
tão sua e no entanto tão minha, quando dentro dessa friesa
descubro o teu geito de me amar...

domingo, 30 de janeiro de 2011

***Quimeras Abstratas***


:) :) :) :)

Anoitece...
lentamente o céu se enche de estrelas
o sono tarda... envolta na escuridão
me entrego a solidão,
sem medos!
ao vazio imenso da noite, de olhos abertos...É tarde! eu sei
de repente está alí, como a lua que surge,
encantando o meu mundo até então desabitado.
Como se estivesses à espera da noite...
do silencio maior
Lentamente!
ganhas espaço afugentando a solidão e iluminando as sombras
Tomas forma, estremeço ao ver teu rosto, teu sorriso e o brilho
que tens no olhar.
Quanto tempo!
quantas noites a te esperar na solidão adormeço...
Tomas minhas mãos, toco teu rosto tão amado!
Como chama se alastra, pelo meu corpo e me sinto
mergulhar!
nessa profunda calma que é tua presença.
Esqueço os pesadelos , me encontro te amando, extasiada deixo tomar
meus espaços formar laços...
Tomas meu corpo! me aqueces a alma e esquecemos o tempo.
entre meus braços rejeitas o amanhecer, tentas reter as sombras da noite
a qualquer custo.
Desespero... Partes! extática deixo te ir .
Através do tempo ...te procuro!
tendo apenas os lençois vazios
espalhados pelo chão.
Meus sentidos se chocam entre a escuridão e a claridade
Amanhece!...
Estou só irremediavelmente só, o quarto silencioso
reflete tua ausência tão patente.
Abro a janela deixando o sol entrar,
na esperança de te encontrar
na claridade luminosa da manhã, o tempo passa...
Caso ou acaso te encontro em meio a agitação do dia - a- dia
Procuro nos teus olhos!
A luz que me faz esquecer a escuridão e a solidão,
estão sombrios,!
andas ao meu lado tão idiferente, fugidio... Tenho medo...
de trair a emoção que sinto,
a necessidade da fuga se faz presente.
Fugir! para não te abraçar em meio a multidão.
Corro! do tempo, da claridade, me esqueço nas ruas!
que loucura!
Me encontro te amando tanto, tonta busco as sombras da noite,
um céu estrelado.
onde consegues fazer de nós dois, um ser somente.
Livres! amantes!
crianças , adultos, num mundo fantástico...
onde conseguimos anular o dia,
já que nele não nos pertencemos.
Somos dois fugitivos! de um mundo cheio de luz!
onde não posso dizer que te amo tanto,
se nem ao menos sabes que existo por você somente...

São Paulo, 01 de fevereiro de 1986.

Por: Darcy Bilherbeck

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

***Meandros do Ser***


Nosso mundo interior...Tão grande! tão infinitamente estranho
quando o pensamento se ausenta livre!... Na esfera do tempo
que limita nossos atos, libertando,e liberando nossas angustias e emoções
soltando nossas amarras, que nos prende, que as vezes nos subjuga a
viver... Uma realidade tão alheia.
Quando então nos damos conta de quantas são as vezes,
em que nos é mais facíl, nos acovardarmos, incapazes de perceber
que somos criaturas imperfeitas, sugeita a mudanças...
Como é difícil, tantas vezes nos sabermos não amados
de repente se descobre quão mais difícil seria.... viver simplesmente o nosso tempo.
Quando se morre as ilusões e só ficam as frustações e a solidão.
E essa ausência que cria barreiras nos deixando indefesos e medrosos embora tão carentes.
E quando nos descobrimos outra vez cheios de amor e ternura, nos envergonhamos, como criminosos, nos condenamos tão duramente.
Quando é tão bonito sentir e transmitir esse amor,
AMOR! doação simplificada da existência, sem perguntas e tantas vezes
sem resposta...
Nascem simplismente, num repente está alí sem cobranças.
Feliz é aquele que nasce e renasce para dar, doar e dividir,sem ferir...
Talvez porque nos libertamos de cadeias invisíveis ou que cumprimos tempo
da nossa existência, como num ritual constante.
Como entender, ou como retroceder se a vida apenas passa
se nos perguntamos tantas vezes!
de onde viemos? para onde vamos? porque? e para que ?
Para nos descobrirmos, talvez? conscientes ou inconscientes das nossas falhas, dos nossos eu's a procura tantas vezes da perfeição
quando a perfeição está no AMOR
Não importa, se aqui ou alem da podridão, que nos mesmos o crcificamos,
tantas vezes por causas que julgamos justificaveis.
Quando quem somos nós para determinar tempo... Início ou fim de um amor
ou de uma vida! Quando vivemos tantas delas, como tirar ou iliminar um amor
que nasce, as vezes sem queiramos, e de repente esta aqui.. Transformando
evoluindo, as vezes contra a nossa vontade.
Quantas são as vezes, que choramos interiormente por ele ter nascido ou
desaparecido nas folhas do tempo!
Tantas são as vezes em que nos condenamos como se fossemos donos e
senhores de nós mesmos...
Quando somos apenas criaturas imperfeitas em busca da perfeição.
Não da vida ! e sim do espirito.
Justificável seria, se tivessemos apenas o "hoje" mas como? se vivemos o "ontem" e teremos inevitavelmente que viver o "amanhã" será?
e quem poderá dizer! o que foi feito do nosso ontem, ou como será o nosso amanhã... Maravilhoso seria, se tivessemos a certeza que fomos amados e
estender as mãos a outras mãos e não mais se sentir Só!
Quando o AMOR é bálsamo para as feridas, é complemento do sol, da chuva
que abastece os rios e purifica o ar da terra, suavisa a nossa estrada
que ilumina os nossos olhos....
Transformando nossa ausência em presnça e que nos faz sorrir quando
nos tocamos livres!!!! Sem correntes nos pés....

Por :)arcy Bilherbeck

07//10/1986.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Darcy Bilherbeck Exposições

Principais exposições coletivas e participações:
2004 – "Luzes em São Paulo" – Coletiva no Hilton SP International* Imprensa Nacional Matéria "O Estado de SP" (site do ICSA)
2005 – "Brasil, um País de todos" – Della Volpe
2005 – "Marcas de um País" – Iprem - *Imprensa nacional - Site do Iprem e 60 mil exemplares distribuídos em todo o Brasil.
2005 – "O Ano do Brasil na França" - Graal Gallery * Toulouse * Paris - FRANÇA/ Karsten Greve Gallery * Paris - FRANÇA
Denise René Gallery * Paris - FRAÇA/ Du Tableau Gallery * Marseille - FRANÇA
2005 – Embaixada do Brasil em ROMA
2006 – Arte brasileira “ Isso é Brasil”
Atlantis Cultural House – Zurick - SUÍÇA,
Espacio Cultural Persal – Madrid - ESPANHA
2006 – "Encontro Nacional e Internacional de Arte" * Imprensa Nacional*
Cinco países europeus participantes * Clube Ipê - Ibirapuera São Paulo
2006 – "Homenagem aos Grandes Artistas Brasileiros" * Maksoud Plaza - São Paulo
2007 – "453 Anos de São Paulo" – Maksoud Plaza São Paulo
2007 – "Grande Mostra Internacional de Arte na Inglaterra" - THE BIRTH-O NASCIMENTO* Imprensa nacional e
Internacional- Lauderdale House– London-UK
2008 _ "Brasil Japão- Cem Anos da Imigração - Comemorações com o Chanceler das Honrarias em São Paulo Dr. Mário Ikeda e
Mostra no Espaço Cultural Riema Paulista Classic-São Paulo-SP- Medalha Bronze.
2008 – "Brasil Japão - Cem Anos da Imigração" Praça Brasil - Nagoya-Japão * Imprensa nacional e internacional
2008 – "II Mostra Internacional de Artes Visuais" em São Paulo em comemoração ao "Ano Internacional do Planeta Terra com
registro na UNESCO Paris e Brasília, Salão Nobre do Estádio do Pacaembu * Medalha Prata Escultura.
2009 – "II Mostra Internacional de Arte Brasileira - "Brasil-Reino * Unido- Museus e Turismo" Londres-UK
Lauderdale House Arts Centre- Centro Cultural britânico- Medalha Bronze .
"Participação no livro "O Brasil e o Mundo, os Melhores da Arte Brasileira", 10 a 20 de setembro 2009, XVI Bienal
Internacional do Livro Riocentro-2009- Rio de Janeiro.
PREMIAÇÕES
1. 2004 – Luzes em São Paulo – Hilton - Mênção Honrosa
2. 2005 – Brasil, um País de todos – Della Volpe - Medalha de Bronze
3. 2005 – Embaixada do Brasil em Roma (Coleção).
4. 2006 – Encontro Nacional e Internacional de Arte - Medalha Prata
5. 2006 – Homenagem aos Grandes Artistas Brasileiros - Homenageada
6. 2007 – 453 Anos de São Paulo – Maksoud Plaza São Paulo - Medalha Ouro
7. 2008 – II Mostra Internacional de Artes Visuais em São Paulo em
comemoração ao "Ano Internacional do Planeta Terra - Medalha Prata Registro na UNESCO Paris e Brasília
8. 2009 - II Mostra Internacional de Arte Brasileira na Lauderdale House Arts Centre - Londres-UK - Medalha Bronze.
9 - Livro O Brasil e o Mundo,os Melhores da Arte Brasileira- Participação.

Por Darcy Bilherbeck.
São Paulo, 24/01/2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Você em Mim


O teu amor é a chama 
que me conduz
 por caminhos íngrimes
regado pela saudade
mas também é bálsamo
que conforta nas noites vazias
O teu amor é luz quando a escuridão
se aproxima...
É também o porto seguro
das viagens contínuas
em busca da paz
O teu amor é a brisa
que afasta a tristeza
trazendo a alegria da tua chegarda.
É também a minha procura em nós, onde descanso
nos teus braços e descubro que a vida só é vida
quando acordo no teu corpo...

Guarulhos, 20 de janeiro de 2011

Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Apenas Lembranças



No espaço infinito do tempo
o teu vulto persigo!
por entre sonhos, entre sombras
buscando...buscando!
Teu rosto
perdendo os espaços
ganhando lembranças
criando saudades....
teu rosto sorrindo :)
por  entre as vidraças ... vislumbro
te perco pro tempo! que trapaça
na distãncia... No espaço vago das lembranças
meus braços vazios se chocam no nada
atraves da vidraça que te esconde, te isola,
das lembranças,
meus olhos ja cansados se fecham!
como num passado...
vislumbre de um momento.
onde tudo se acaba!
no cerrar das cortinas do tempo,
onde so ficou teu perfume, na noite estrelada...
:)

São Paulo, 22 de março de 1986.

Por: Dacy Bilherbeck

Ondas Vadias


Rabisco na areia fina
teus traços fugidios
que o tempo insiste em querer
Apagar!
Traço por traço vou deixando
teu rosto gravado
nas praias deste mar
Quando as ondas varrerem as areias
teu rosto vão encontrar sorrindo
EU sei !
vão te levar pro mar
Outra vez !
vou traçar teu rosto
mas teu sorriso
vou comigo guardar
Quando um dia...
o vento, o tempo ou as ondas
teu rosto de volta
na praia deixar
o teu sorriso eu sei!
que o tempo nunca irá
Apagar...

Buzios,10 de junho de 1986.
                                      Darcy Bilherbeck.

Enebriado de Amor






Perdôa
pela ausência no tempo...
por não enchergar os próprios caminhos.
Perdôa..
Pelos tropeços causados impensadamente,
no longo do caminhar vacilante.
Perdôa...
Um pobre demente que a verdade desconhece,
que deixou que as ruas escuras o entontecessem, com a claridade
da ilusão desmedida.
Perdôa!...
A insentatez que me tornou cego e surdo, a te querer
nos desvairios, esquecendo as fronteiras da razão.
Perdôa!...
A forma irracional de um momento em que te quiz.
Lúcido...
 Não percebi, que ha muito, não te merecia.
Só...
Na minha loucura...
fui te querer e te amei tão sozinha...
Perdôa!
Darcy Bilherbeck .
SP-15/02/87

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A dor que ficou

A dor de quem ficou
so sabe da dor aquele que vive a perda, aquela que não se espera
 mas que vem com o barulho ensurdecedor que anula a consciencia e a razão, são frações de tempo onde tudo se anula e se acaba. Aquele que fica... Melhor seria não ter ficado, como suportar a dor da perda a visão do cãos que se tranformou em rios de lama e escombros. As montanhas vieram abaixo carregando tudo em seu curso, com a força descomunal da chuva, os rios subiram transbordaram, levaram vidas... Quantas! os olhos de tanto chorar já não têm lágrimas para chorar seus mortos. Até quando vamos invadir encostas e leitos de rios! Até quando subiremos as montanhas e construiremos um plato e faremos lá uma bela casa com vista panorâmica para a mata ou um belo rio.Loucos e inconsequentes somos ao achar que não nos será cobrada  a taxa da irresponsabilidade.a Quando e quanto será necessário perder para respeitar limites que a própria natureza delimita e nós seres desprovidos do bom senso, um porque tem muito, outros, porque nada tem, simplesmente chegam e tomam posse, sem pensar na cobrança que um dia virá e ela veio a noite como o ladrão que rouba, assim como fizeram com ela e toma posse de tudo outra vez! choramos a dor, a perda o vazio o não ter mais nada.Alguns tiveram sua vida poupada mas será que a consciencia será despertada, até quando colocaremos a culpa a outros, ao Governo ao estado a Prefeitura, a Deus que tudo nos concede até o livrearbitrio de fazer o que queremos  e não temos a coragem de assumir o nosso proprio descaso e desrespeito para com a natureza que tudo nos fornece e concede até mesmo o direito de tirar o que lhe foi tirado. É triste sim ! seremos um dia capaz de parar e olhar com olhos de ver e ouvidos de ouvir e acatar a nossa própria dor quando ela vier em forma avassaladora como temos visto.Quantas vidas será necessária ser tirada de forma brutal e devastadora para acordamos e nos conscientizarmos de que precisamos respeitar para sermos respeitados,quanto ainda teremos de chorar os nossos entes queridos para aprendermos a ser humanos e Racionais.
Guarulhos,14/01/2011
                                    Darcy Bilherbeck.

Sonho Abstrato

Estremece meu corpo no teu corpo
esvazio a tempestade no teu afago
me deitos nos teus sonhos inacabados em praezer findo
como nuvens esvoaçantes em afagos dormidos
Que a lua nova lenta desponta na imensidão do teu amor
São como raios cortando os céus
Seus cabelos revoltos
depois do prazer findo...
Me espalho nas areias brancas do mar calmo
onde sacio minha sede do teu corpo amado
dourado pelos raios do sol
o tempo passa...
O amanhecer resplandece na vastidão do além
onde descansas a razão
e voltas ...
A realidade.

                                                                                     
   

São Paulo,25/09/2009.

Darcy Bilherbeck.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Razão ou lógica

Quando se perde a razão e a lógica e se anda de mãos dadas com a incoêrencia,deixando que o passado tome conta do presente a cada dia a fantasia rouba a consciencia aniquilando fatos, projetando gestos ja tão gastos, corroendo a lucidez, deixando para tras o riso, trocando a dor, simulando o ontem, em busca do hoje, já indefinido pois que já é noite finda. Trazer o sol, dispensar as estrêlas pois que ja amanheceu, tocar um instrumento sem cordas pois que não preciso de som, já os tenho de cor. Não preciso da luz que ilumina os passos teus ja que não caminhas solbre o mar, não existe pegadas na areia e nem tão pouco balançam as folhas, se levaste a brisa do norte. O porto está vazio
esqueci e esvaziei o mar...


Itaipuaçu,08 de julho de 1999.

Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Senhor!!
Dá-me forças as que não consigo por mim.
Dá-me coragem no caminho ingrime que sigo
Humildade para aceitar o que não pode ser mudado
Paciência para acha-lo em meio ao cãos que asola e desgasta o meu espirito, que se aflige em busca de respostas.
Dá-me esperança para ser cada dia melhor para ver atraves da dor que não se extingue e mesmo assim sentir o teu amor que acalma e acalenta a alma aflita, alimenta Senhor! o meu ser com sua bondade
para que eu possa ver a minha insignificancia e que mesmo assim eu possa sentir e ser participante da Sua misericordia que a todos concede.
Dignidade para cair e levantar e seguir adiante, mesmo que fraca olhe para tras mas consciente do Seu amor e bondade e que nada permites a mim que eu não possa superar e vencer, mesmo que as armas caiam em meio do caminho sei que o Seu amor me sustentará.
Dá-me Sua luz que purifica e liberta
Dá-me o silêncio para ouvir a Sua voz, sabendo que sou um mero caco entre tantos cacos e sendo criatura sua, ser moldade pelo Criador que transforma toda dor e toda lágrima em rios de alegria quando resgatada por Tua infinita bondade.

São Paulo 22/09/2009.
                                      Darcy Bilherbeck.







Dualidade de Amar


Dualidade de amar
                                                                                 
Amar você é como amar meu próprio corpo
Abraço a mim com ternura
Como me abraçarias se não fosse o tempo
A nos separar
Amar você é como despir-me do preconceito
Que nos oprime o espírito
Pois na minha nudez é que te encontro nu
De toda a falsidade que nos afasta.
Amar você... É ter ciúmes do meu corpo,
Quando sinto o toque de outras  mãos
Que não as suas.
É querer a solidão do quarto como refugio
Pra a vida que te reclama.
É a certeza de te encontrar no mesmo plano,
Sem censura, onde toda nudez é permitida.
Onde não existe vencedor e nem tão pouco vencidos.
Amar você...
É amar a dignidade de ser o elo que vive em nossos corpos
Sem limites, sem começo e sem final.
Como corpo e espírito,
É emoção da dualidade unificada é não partir
É não ficar ausente é estar sem nunca ter chegado.
Amar você! É viver a continuidade de nós mesmos, sem espaços
Sem divisão de corpos.
A tua beleza de alma é o meu espelho para vida
O teu sorriso é a gratificação mais cara e mais pura do direito a vida
É a recompensa... Pelo silencio não quebrado, pela paz claramente estabelecida sem nunca ter sido mencionada.
Amar! A mim é achar você depois de cada final de dia e sei
Que por todos os caminhos por eu andar, vou amar Amim
Na certeza de amar você.
                                           São Paulo, 15 de março de 1987.
                                                            Darcy Bilherbeck.



             Sonho e ilusões


É preciso que eu siga
Por Deus!
É preciso por mim, por você
Por aqueles que perdidos
Não encontram sentido e
Param no meio do caminho,
Deixando seus sonhos, e suas ilusões perdidas
É preciso que eu siga...
Não posso parar
 É uma luta renhida
Que travo comigo
Vencer a cada passo,
Te a mando nos espaços,
Pedaços, farrapos o que quer que eu faça
É preciso...
 Por Deus! É preciso
O tempo se arrasta, ganhando espaço
Anulando o passado
 Que já fez tanta trapaça
Tirando você dos meus braços
É preciso! Eu sei que preciso
Buscar...
 Refazer novos laços
Ah! Eu sei! Vou achar outra vez
O sentido de viver
 Cada passo
Tendo você nos meus braços...

                            São Paulo, 27 de dezembro de 1986

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Viver Feliz (Darcy Bilherbeck)

Viver feliz com meios modestos,

buscar a elegância em vez do luxo 

e o refinamento 

em vez de modismos, ser digno,

não importante, e farto não rico,

estudar bastante , pensar em silêncio,

falar com gentileza,agir francamente,

ouvir as estrelas e os pássaros, os tolos e o sábios,

com o coração aberto,

suportar tudo alegremente,

fazer tudo com bravura,

aguardar as ocasiões, jamais se apressar 

em uma palavra, deixar que o espiritual, a espontaneidade e o inconsciente

sobressaiam através das coisas simples.

Essa vai ser a minha sinfonia. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Andarilha (Darcy Bilherbeck)


Andarilha do tempo sou, buscando respostas em esferas perdidas ou apenas delineadas nas lembranças, marcadas por atalhos esquecidos nos meandros da lucidez aparente. Que marcaram meus passos trôpegos ao longo do caminhar, reconhecendo rostos, através da nevôa que prolonga a vida e pede respostas nem sempre concretas, onde o abstrato se perde nas areias do tempo, trocando apenas roupagens aparentes na luta vã de chegar mais próxima do meu verdadeiro eu, onde me reconheço e me perco pro tempo de chegar, quando sei que é preciso partir. Vou colhendo saudades desfolhando poemas, que falam de minh'alma sedenta de amor." Se entrares por esta porta", talves encontres semelhanças no meu modo de sentir. Quando se encontra a razão e a vontade de ficar um pouco mais, e se tem a certeza de que aqui vim buscar a minha sanidade em um mundo louco e desumano onde apenas amei demais, além de mim mesma... Encontrei a solidão a musica a poesia e você, meu caminho, minha luz e o ar que respiro,olhando a noite tendo as estrelas como lar.Andarilha solitária sou na cadência do tempo que tudo concede e conduz mi'alma em busca do sol...


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Perseguindo Sonhos" (Darcy Bilherbeck)



Perseguindo sonhos na esteira do tempo.
Qual peregrino sem destino certo, chegando e partindo de porto em porto,
trazendo na mala ilusões e fantasias
que criam espaço e partem fugazes alvoraçando corações por onde passam.
 Fazendo os corações cativos em cada abraço, deixando saudades em cada porta que se fecha. Malandra! fagueira não vê como sofre quando parte um coração... vão tirando tudo do lugar como um roda moinho,
 misturando paixão,fantasias e ilusões; deixando rastros por onde passa,
achando graça! partindo e chegando sem prazo certo .
e Eu louca correndo vazia de sonhos me instalo sozinha,
compondo segredos com medo de abrir espaços
pois sei que não mereço teu calor teu regaço,
pois o andarilho não tem rumo certo e vive buscando sonhos por onde passa,
 sem saber que o coração de um sonhador
tem sempre a porta aberta para chegar e partir,
 pois que a vida é feita de sonhos, chorar e sorrir faz parte do viver,
do amar e desamar.
Sempre perseguindo sonhos na esteira do tempo...



São Paulo,26/09/2010.

sábado, 25 de setembro de 2010

Nos Teus Braços (Darcy Bilherbeck)

Volto no tempo... te procuro
revirando todo o passado
todas as lembranças...
Procuro teu rosto, preciso do teu riso.
Sinto que estou me perdendo no vazio
Só o teu olhar me acalma
Por favor! volte... não me deixe
preciso lutar e as armas caem em meio do caminho
sem você me sinto só .
Por favor ! me acolha nos teus braços
renove meus espaços com tua luz
Com o teu sorriso clareie o meu espirito aflito.
Se soubesses! o quanto de ti preciso
sei que voltarias no tempo ou no vento da noite sombria e me 
deixarias nos teus braços achar um novo dia.
Por favor volte! te preciso tanto
estou tão sozinha, me perdi no caminho
Volte! dá-me um novo rumo, um novo alento.
Neste mundo tão mesquinho e tão cheio de espinhos.
Tenho os pés feridos, minhas estão vazias...
Preciso da tua paz! sei que pra ti, não existe tempo, 
passado ou presente,  hoje ou ontem , aqui ou além do infinito.
 Tanto faz chegar ou partir, basta apenas sentir
Por favor! ...
Me ajude a achar outra ves o caminho da volta, 
o sentido da espera que tantas veses exaspera
Volte!
traga o teu riso que ilumina minha estrada e minha vida, 
ou abrevie o tempo do ficar...

Por:  Darcy Bilherbeck.
Guarulhos 09 /09/1989.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brinquedo (Darcy Bilherbeck)



Às vezes penso que sou apenas
Um brinquedo de corda e
Você um garoto travesso
Que ganha um brinquedo novo
Cheio de botões
Enquanto é novidade e te atraí
Fazes dele seu amor secreto
Até conhecer todos os seus segredos
Um dia... Ele te aborrece e você
Maldoso e irritado, joga-o num canto
E dele se esquece.

Você cresce... Emudece.
Um dia sem querer tenta rever o passado
Volta aos velhos brinquedos
Tua atenção desperta para o brinquedo
Que um dia o fez feliz
Pois era novidade, distraído aperta outra vês
Os botões, e como num jogo, você sorri e diz
Sabe eu te quis!Você me fez feliz um dia
Mas como tudo é passado é melhor
Continuar aí como um brinquedo
Bem comportado.
Você só não percebe que até os brinquedos
Possuem alma própria...

São Paulo, 9 de abril de 1985


Darcy Bilherbeck.

Esperas (Darcy Bilherbeck)



Foram tantas vidas
Foram tantos sonhos
Que criamos que nos tornamos
Tempo....
Que formamos esperas silenciosas
Nos emudecemos
Deixamos tantos caminhos
Intactos...
Sufocamos o mais real
O amor!
A beleza pura
Daqueles que se dão simplesmente
Ao mundo do sentimento universo
Que hoje esta sendo desacreditado
Pelo simples fato de não querer
Ser amado...


Jundiaí,o2 de dezembro de 1984.


Por: Darcy Bilherbeck.

Apenas (Darcy Bilherbeck)



Você chegou! Tão de repente
Como quem chega do nada
Apenas... está aqui!
Sorrindo como se nada
Houvesse mudado
Como é tudo entre nós
Sem começo e sem final
Apenas chegamos...
Tão irrisoriamente como partimos
É tão simples ,no entanto tão complexo
Quando nos tocamos

Sem gestos sem palavras
Como um todo ou como um nada
Participantes de algo inacabado
Meramente espaçado em nós
Na transformação do tempo
A procura dos nossos passos
Em algum lugar do passado
A nos trazer de volta...
No futuro menos amargos...




São Paulo, 1º de novembro de 1987.


Por: Darcy Bilherbeck.

Avesso do Avesso (Darcy Bilherbeck)


Ainda trago viva na lembrança
A expressão do teu rosto
Somos dois pólos que se dividem
Ao romper do dia
Para outra vez se recompor
Ao anoitecer.
Somos duas chamas que se consomem
Em lugar nenhum
Somos duas gotas da mesma água
Que nunca se saciam
Partimos... Sempre do mesmo ponto e
Retornamos ao mesmo inferno ao
Qual nos condenamos.
Separados... Sofremos e nos crucificamos


Chegamos ao extremo de nós mesmos
Por nenhum motivo...
Por todas as causas
Por todas as vidas nos definhamos
Lentamente... Com os direitos
Por todos os ideais que um dia nos permitimos
E quase sem querer ou por estranha ironia
Choramos hoje a nossa própria covardia.


Jundiaí, 11 de setembro de 1982


Darcy Bilherbeck.