quarta-feira, 17 de setembro de 2014
E você Aprende que Amar
E você aprende que amar não significa segurança
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje.
Porque o terreno do amanhã é incerto
demais para os planos,
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
E aprende que,não importa o quanto você se importe,
Algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não se importa quão boa seja uma pessoa,
Ela vai feri-lo de vez em quando
E você precisa perdoa-la por isso.
Aprende que falar pode curar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir uma confiança.
E apenas segundos para destruí-la.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
Mesmo a longas distancias.
E que importa não é o que você tem na vida.
Mas quem você tem na vida.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
São tomadas de você muito depressa...
Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
Com palavras amorosas;
Pode ser a última vez que a vejamos
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado
por alguém...
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
E você aprende que realmente pode suportar...
Que realmente é forte,
E que pode ir muito mais longe
Depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e
"Que você tem valor diante da vida."
Willian Shakespeare
terça-feira, 16 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Um dia, em qualquer tempo...
Se o tempo fosse o vento
Ou se o vento fosse o mar
Os meus olhos encontrariam os teus
Na encruzilhada das marés
Os meus olhos encontrariam os teus
Na encruzilhada das marés
Se as madrugadas fossem o renascer
E o renascer fosse a vida
As tuas mãos seriam o meu aconchego
Ao raiar do dia
As tuas mãos seriam o meu aconchego
Ao raiar do dia
E se a dor fosse a cura
E a cura a paixão
O teu corpo seria o meu templo
Nas escarpas do desassossego
O teu corpo seria o meu templo
Nas escarpas do desassossego
Ou se as palavras fossem mansas
E a mansidão fosse a voz
O teu sorriso seria a minha luz
Nas trevas da noite
O teu sorriso seria a minha luz
Nas trevas da noite
Mas o tempo não é o vento
As madrugadas não são o renascer
A dor não é a cura
E as palavras não são mansas
A dor não é a cura
E as palavras não são mansas
Um dia, em qualquer tempo,
Mesmo que já sem tempo
Entenderás que a brisa morna me aquieta
Entenderás que a brisa morna me aquieta
Um dia, em qualquer tempo
Mesmo que já sem tempo…
Cecília Vilas Boas
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Eu quis tanto ser tua paz,
quis tanto que você o meu encontro.
Quis tanto dar , tanto receber.
Quis precisar, sem exigências.
E sem solicitações, aceitar
o que me era dado.
Sem ir além, compreende?
Não queria, pedir mais do que você
tinha, assim como eu não daria mas
o que tinha, era seu.
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
A Balada das Folhas
No crepúsculo de gaze
E ouro, anda alguém a cantar
Uma cantiga que é quase
Um choro humano, pelo ar...
Pensativo, os olhos ponho
Nas folhas, - vida que vai
A extinguir-se, sonho a sonho,
Em cada folha que cai...
A primeira é verde e é linda.
Porque o vento a desprendeu?
Não tinha vivido ainda,
Não tinha amado e morreu.
Vento do Destino avança,
E num soluço, num ai,
Cai um mundo de esperança
Na folha humilde que cai.
A segunda é a folha morta,
Passado... Desilusão...
Mal o vento o ramo corta,
Ela adormece no chão...
É a saudade, - folha da alma –
Que no tormento se abstrai
E vive da morte calma
De cada sonho que cai.
OFERENDA:
No crepúsculo indeciso
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
*** A Casa do Tempo Perdido ***
Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.
Bati segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
Pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando
Pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater. O eco devolve
Minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
No bater e bater.
O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
*** Saudades ***
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Guardo em mim
uma colcha de esperas.
Um querer feito
de silêncios
alimentado de orvalhos.
Guardo nos bolsos
retalhos de manhãs
que recolho
na vã ilusão
de viver um dia.
Carrego na alma
palavras inaudíveis
que talvez
nunca sejam ditas.
Trago nas mãos
gestos tão ternos
impossíveis
de serem traduzidos.
Miriam Portela
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
E há um tempo de rosas renascidas
dos áridos desertos que nós somos
não obstante o estio vão os pomos
adoçando o penar de nossas vidas!
Ainda há um tempo que a saudade
como um rio que chora de piedade
nosso pranto carrega para o mar...
E vai além o nosso amor profundo
cantando no crepúsculo do mundo
a canção que a razão faz navegar!
Afonso Estebanez –
domingo, 10 de agosto de 2014
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
*** Te Perdi ***
Dói
em mim saber que te perdi,
por ingenuidade?
por falta de coragem...
Covardia, talvez
não tenho certeza
só a dor persistiu ao longo
do tempo...
Se criei ilusões, fantasias
foi pra sobreviver a tua ausência
mas só quem sabe e a solidão pois fez da minha pobre vida
um turbilhão de dias sem cor e sem
alegrias reais...
pedaços de momentos tingidos de
esperanças
que perdem a cor com a chegada da noite me deixando vazia
e mergulho de volta ao passado..
na busca do teu abraço, busco ar, e a alegria que vinha do teu olhar.
enchendo a minha vida de sol.
Hoje tudo o que me resta e vazio e solidão...
Darcy Bilherbeck
Guarulhos, 02 de agosto de 2014.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
*** Tu Tens um Medo ***
Tu Tens um Medo
Acabar.
Não vês que acabas
todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas
Até não teres medo de morrer. E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai,
ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu,
que é eterno.
Cecilia Meireles
terça-feira, 29 de julho de 2014
É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 25 de julho de 2014
*** Por do sol ***
É final de tarde
O sol se põe...
sobre o mar calmo, o silêncio
me traz a calma que tanto anseio
meus pés afundam na areia morna
dando paz a meus pensamentos conturbados,
aos poucos deixo o espirito divagar
além das areias brancas,
esqueço da dor, da solidão
e a paz me acolhe como um abraço amigo e
caminho só...
por entre as dunas
enquanto a noite desce com seu manto...
Arraial do Cabo, 22/04/2014
Darcy Bilherbeck
**** Lua Adversa ****
Tenho fases, como a lua,
fases de andar escondida
fases de vir para a rua ...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha
Tenho fases de ser tua
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm
No secreto calendário,
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
( tenho fases como a lua ...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
e quando chega esse dia,
o outro desapareceu....
Cecilia Meireles
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Talvez em outras histórias
Eu tenha sido uma canção consumida
Na voz que me foi oferecida
Ou na emoção que foi sentida.
No caminho nebuloso
Fui o sol da tua alma
Que festejou tua chegada
Numa iluminada melodia.
Se fui caminho de luz
Ocultei a essência da minha dor,
Do meu silêncio declarei paixão
No pensamento, a criação
No canto,
Uma oração!
Eu tenha sido uma canção consumida
Na voz que me foi oferecida
Ou na emoção que foi sentida.
No caminho nebuloso
Fui o sol da tua alma
Que festejou tua chegada
Numa iluminada melodia.
Se fui caminho de luz
Ocultei a essência da minha dor,
Do meu silêncio declarei paixão
No pensamento, a criação
No canto,
Uma oração!
Conceição Bentes
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Parte, e tu verás
Como as coisas que eram, não são mais
E o amor dos que te esperam
Parece ter ficado para trás
E tudo o que te deram
Se desfaz.
Parte, e tu verás
Como se quedam mudos os que ficam
Como se petrificam
Os adeuses que ficaram a te acenar no cais
E como momentos que passaram apenas
Perecem tempos imemoriais.
Parte, e tu verás
Como o que era real, resta impreciso
Como é preciso ir por onde vais
Com razão, sem razão, como é preciso
Que andes por onde estás.
(...)
Vinicius de Moraes.
Passem Os Anos
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envelhecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinicius de Moraes.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Muito mais que Palavras
Preciso da sabedoria que as palavras silenciosas dizem.
Preciso da verdade que não se ouve enquanto se fala
Preciso da paz que não se encontra na inquietação do esprito.
Deixai-me aqui com meus silêncios...
Deixai-me aqui com minhas lágrimas...
Tão certo como essa tarde chuvosa e fria findará
Nascerá o amanhã.
Uma aurora novinha brotará na imensidão de um céu azulzinho...
E os jardins se alegrarão ao ver a luz de um novo dia!
E os meus olhos ainda marejados pelo inverno da noite
Serão outra vez inundados pelo doce orvalho!
Mas, hoje...
deixai-meus aqui com meus silêncios...
Arnalda Rabelo
terça-feira, 8 de julho de 2014
*** Céu Claro ***
Céu Claro
Um céu azul estonteante
E de rara beleza
Veste-se de sonhos a alma silenciosa
Entre nuvens brancas
e raios dourados de sol
Passeia esvoaçante como se uma valsa tocasse
As fibras indeléveis de seu coração
Insondável... como o tempo
São nuvens, sons de melodia.
Em sua alma imortal
Numa ciranda encantada
Desapegada de mim
Feliz como as almas devem ser
Libertas do corpo que aprisiona
Sua vontade de sair e buscar
A felicidade...
Darcy Bilherbeck
13/08/89.
*** Ausência ***
Ausência de Mim
Ando por caminhos
íngremes
Onde o vento espalha
nuvens
Num céu sombrio
Ando a procura de mim
Dos sonhos... Que um
dia sonhei
E que perdidos ficaram
Por caminhos estranhos
de mim
Onde deixei minh’alma
divagar
E se esvair de mim
Pelos caminhos que
caminhei tão sozinha
Deixei um pouco de mim
Em cada lugar...
Darcy Bilherbeck
23/03/13
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Aprendendo com a Solidão
Hoje sou mar calmo
Já fui tempestade
Sobrevivi à fúria das águas
Já desci ao abismo dos mares
Em busca de uma paz
Que estava dentro de mim
E não sabia...
Sofri a necessidade gritante
De um abraço
Quando tenho dois para me envolver
E não percebia
Pois eram os teus abraços
Que eu queria
Aprendi a conviver comigo
Fiz da solidão companheira
De todas as horas
Dos meus braços porto seguro
Já não tenho abismos a me envolver
Aprendi a conviver entre dois mundos
Onde me mostro e me oculto da fragilidade
Aparente que sou...
Darcy Bilherbeck
21/07/13.
sábado, 24 de maio de 2014
Tentativa
Há! Coração liberta-te da dor
Da saudade
Deixe que as águas levem embora
Pra longe de ti...
E se derrame em outras terras
O amor
Que um dia sentiste...
Tão grande tão forte
Que avassalador te tornou assim
Tão frágil... Como um cristal
Ah coração!
Que farei de ti se saltas de penhascos
Tão íngremes e cai tão ferido e abatido
E te recolhes em mim na ânsia de calar a dor
E cicatrizar as feridas
Ah como entender se me faz morrer
Um pouco a cada dia na tentativa vã
De ausentar de ti
tamanha dor...
Darcy Bilherbeck
Guarulhos 10/05/13
quinta-feira, 3 de abril de 2014
A Procura
Onde buscar a sabedoria das palavras
Quando o coração se recolhe em silencio
como os sentimentos já desgastados
se revestem e se calam...
já não sou ontem
e o hoje se perde em lacunas frias
e embotadas
já não busco sonhos
apenas o ar...
o som que atravessam as paredes nuas
é presente
o chão bruto é concreto
o resto... são respingos esparsos
de um dia que passou.
darcy bilherbeck
São Paulo, 11/02/65
Quando o coração se recolhe em silencio
como os sentimentos já desgastados
se revestem e se calam...
já não sou ontem
e o hoje se perde em lacunas frias
e embotadas
já não busco sonhos
apenas o ar...
o som que atravessam as paredes nuas
é presente
o chão bruto é concreto
o resto... são respingos esparsos
de um dia que passou.
darcy bilherbeck
São Paulo, 11/02/65
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
*** Um Rio ***
Como um rio caudaloso
Que leva em suas águas barrentas,
Tudo o que encontra a sua frente
Assim sou eu
Tormenta que desconhece barreiras
Num vendaval de emoções e lutas
Ferindo, sangrando a dor dos caminhos que trilhei.
Nesta busca...
De solidão em solidão
De noites e dias perdendo minha alma,
Ao desencanto das madrugadas
Das calçadas silenciosas e sem vida
Criando fantasias... Envolvendo-me no teu abraço.
Numa fuga constante.
Meus olhos são rios correndo
Ou cascatas cristalinas, banhando minhas saudades.
E nesse torvelinho
Vou consumindo em fragmentos
A alma... Ah! Pobre alma
Se derramando em rios que abrem caminhos
Que nunca sabem onde vão desaguar
Assim como eu e minhas lagrimas
Que escorrem pelos cantos escuros da memória.
Darcy Bilherbeck
28/09/99
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
**** Amanhecer ***
Como a relva no campo
Como a água cristalina
Assim como o pássaro no ninho
Assim como a liberdade
Como a leveza do ar
Como a melodia da flauta
Assim como a beleza e o silencio da mata
Assim como o a correnteza do rio
Como as pedras imponentes a margem do caminho
Como as borboletas e as libélulas transparentes
Assim a vida recomeça todos os dias
Como um festival de sons e cores
Como o recomeço da noite e o céu de estrelas pontilhado.
DB 20/08/13
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Estrada
Saio a caminhar...
É madrugada
Caminho por ruas vazias
Eu e minha alma eu e meus sonhos
Loucos! Imaginários...
Caminho e já não sinto
A solidão que apavora meus sentidos
O escuro das ruas esconde meu rosto
Sou apenas mais um
No meio de tantos anônimos
Que como eu, buscam desvendar.
Seus medos...
Deixando em cada esquina um pouco de si
Na esperança de que na volta
Ter um sorriso nos lábios
E no coração a certeza de estar menos só...
Darcy Bilherbeck
11/11/2000.
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