sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Você em Mim


O teu amor é a chama 
que me conduz
 por caminhos íngrimes
regado pela saudade
mas também é bálsamo
que conforta nas noites vazias
O teu amor é luz quando a escuridão
se aproxima...
É também o porto seguro
das viagens contínuas
em busca da paz
O teu amor é a brisa
que afasta a tristeza
trazendo a alegria da tua chegarda.
É também a minha procura em nós, onde descanso
nos teus braços e descubro que a vida só é vida
quando acordo no teu corpo...

Guarulhos, 20 de janeiro de 2011

Darcy Bilherbeck.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Apenas Lembranças



No espaço infinito do tempo
o teu vulto persigo!
por entre sonhos, entre sombras
buscando...buscando!
Teu rosto
perdendo os espaços
ganhando lembranças
criando saudades....
teu rosto sorrindo :)
por  entre as vidraças ... vislumbro
te perco pro tempo! que trapaça
na distãncia... No espaço vago das lembranças
meus braços vazios se chocam no nada
atraves da vidraça que te esconde, te isola,
das lembranças,
meus olhos ja cansados se fecham!
como num passado...
vislumbre de um momento.
onde tudo se acaba!
no cerrar das cortinas do tempo,
onde so ficou teu perfume, na noite estrelada...
:)

São Paulo, 22 de março de 1986.

Por: Dacy Bilherbeck

Ondas Vadias


Rabisco na areia fina
teus traços fugidios
que o tempo insiste em querer
Apagar!
Traço por traço vou deixando
teu rosto gravado
nas praias deste mar
Quando as ondas varrerem as areias
teu rosto vão encontrar sorrindo
EU sei !
vão te levar pro mar
Outra vez !
vou traçar teu rosto
mas teu sorriso
vou comigo guardar
Quando um dia...
o vento, o tempo ou as ondas
teu rosto de volta
na praia deixar
o teu sorriso eu sei!
que o tempo nunca irá
Apagar...

Buzios,10 de junho de 1986.
                                      Darcy Bilherbeck.

Enebriado de Amor






Perdôa
pela ausência no tempo...
por não enchergar os próprios caminhos.
Perdôa..
Pelos tropeços causados impensadamente,
no longo do caminhar vacilante.
Perdôa...
Um pobre demente que a verdade desconhece,
que deixou que as ruas escuras o entontecessem, com a claridade
da ilusão desmedida.
Perdôa!...
A insentatez que me tornou cego e surdo, a te querer
nos desvairios, esquecendo as fronteiras da razão.
Perdôa!...
A forma irracional de um momento em que te quiz.
Lúcido...
 Não percebi, que ha muito, não te merecia.
Só...
Na minha loucura...
fui te querer e te amei tão sozinha...
Perdôa!
Darcy Bilherbeck .
SP-15/02/87

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A dor que ficou

A dor de quem ficou
so sabe da dor aquele que vive a perda, aquela que não se espera
 mas que vem com o barulho ensurdecedor que anula a consciencia e a razão, são frações de tempo onde tudo se anula e se acaba. Aquele que fica... Melhor seria não ter ficado, como suportar a dor da perda a visão do cãos que se tranformou em rios de lama e escombros. As montanhas vieram abaixo carregando tudo em seu curso, com a força descomunal da chuva, os rios subiram transbordaram, levaram vidas... Quantas! os olhos de tanto chorar já não têm lágrimas para chorar seus mortos. Até quando vamos invadir encostas e leitos de rios! Até quando subiremos as montanhas e construiremos um plato e faremos lá uma bela casa com vista panorâmica para a mata ou um belo rio.Loucos e inconsequentes somos ao achar que não nos será cobrada  a taxa da irresponsabilidade.a Quando e quanto será necessário perder para respeitar limites que a própria natureza delimita e nós seres desprovidos do bom senso, um porque tem muito, outros, porque nada tem, simplesmente chegam e tomam posse, sem pensar na cobrança que um dia virá e ela veio a noite como o ladrão que rouba, assim como fizeram com ela e toma posse de tudo outra vez! choramos a dor, a perda o vazio o não ter mais nada.Alguns tiveram sua vida poupada mas será que a consciencia será despertada, até quando colocaremos a culpa a outros, ao Governo ao estado a Prefeitura, a Deus que tudo nos concede até o livrearbitrio de fazer o que queremos  e não temos a coragem de assumir o nosso proprio descaso e desrespeito para com a natureza que tudo nos fornece e concede até mesmo o direito de tirar o que lhe foi tirado. É triste sim ! seremos um dia capaz de parar e olhar com olhos de ver e ouvidos de ouvir e acatar a nossa própria dor quando ela vier em forma avassaladora como temos visto.Quantas vidas será necessária ser tirada de forma brutal e devastadora para acordamos e nos conscientizarmos de que precisamos respeitar para sermos respeitados,quanto ainda teremos de chorar os nossos entes queridos para aprendermos a ser humanos e Racionais.
Guarulhos,14/01/2011
                                    Darcy Bilherbeck.

Sonho Abstrato

Estremece meu corpo no teu corpo
esvazio a tempestade no teu afago
me deitos nos teus sonhos inacabados em praezer findo
como nuvens esvoaçantes em afagos dormidos
Que a lua nova lenta desponta na imensidão do teu amor
São como raios cortando os céus
Seus cabelos revoltos
depois do prazer findo...
Me espalho nas areias brancas do mar calmo
onde sacio minha sede do teu corpo amado
dourado pelos raios do sol
o tempo passa...
O amanhecer resplandece na vastidão do além
onde descansas a razão
e voltas ...
A realidade.

                                                                                     
   

São Paulo,25/09/2009.

Darcy Bilherbeck.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Razão ou lógica

Quando se perde a razão e a lógica e se anda de mãos dadas com a incoêrencia,deixando que o passado tome conta do presente a cada dia a fantasia rouba a consciencia aniquilando fatos, projetando gestos ja tão gastos, corroendo a lucidez, deixando para tras o riso, trocando a dor, simulando o ontem, em busca do hoje, já indefinido pois que já é noite finda. Trazer o sol, dispensar as estrêlas pois que ja amanheceu, tocar um instrumento sem cordas pois que não preciso de som, já os tenho de cor. Não preciso da luz que ilumina os passos teus ja que não caminhas solbre o mar, não existe pegadas na areia e nem tão pouco balançam as folhas, se levaste a brisa do norte. O porto está vazio
esqueci e esvaziei o mar...


Itaipuaçu,08 de julho de 1999.

Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Senhor!!
Dá-me forças as que não consigo por mim.
Dá-me coragem no caminho ingrime que sigo
Humildade para aceitar o que não pode ser mudado
Paciência para acha-lo em meio ao cãos que asola e desgasta o meu espirito, que se aflige em busca de respostas.
Dá-me esperança para ser cada dia melhor para ver atraves da dor que não se extingue e mesmo assim sentir o teu amor que acalma e acalenta a alma aflita, alimenta Senhor! o meu ser com sua bondade
para que eu possa ver a minha insignificancia e que mesmo assim eu possa sentir e ser participante da Sua misericordia que a todos concede.
Dignidade para cair e levantar e seguir adiante, mesmo que fraca olhe para tras mas consciente do Seu amor e bondade e que nada permites a mim que eu não possa superar e vencer, mesmo que as armas caiam em meio do caminho sei que o Seu amor me sustentará.
Dá-me Sua luz que purifica e liberta
Dá-me o silêncio para ouvir a Sua voz, sabendo que sou um mero caco entre tantos cacos e sendo criatura sua, ser moldade pelo Criador que transforma toda dor e toda lágrima em rios de alegria quando resgatada por Tua infinita bondade.

São Paulo 22/09/2009.
                                      Darcy Bilherbeck.







Dualidade de Amar


Dualidade de amar
                                                                                 
Amar você é como amar meu próprio corpo
Abraço a mim com ternura
Como me abraçarias se não fosse o tempo
A nos separar
Amar você é como despir-me do preconceito
Que nos oprime o espírito
Pois na minha nudez é que te encontro nu
De toda a falsidade que nos afasta.
Amar você... É ter ciúmes do meu corpo,
Quando sinto o toque de outras  mãos
Que não as suas.
É querer a solidão do quarto como refugio
Pra a vida que te reclama.
É a certeza de te encontrar no mesmo plano,
Sem censura, onde toda nudez é permitida.
Onde não existe vencedor e nem tão pouco vencidos.
Amar você...
É amar a dignidade de ser o elo que vive em nossos corpos
Sem limites, sem começo e sem final.
Como corpo e espírito,
É emoção da dualidade unificada é não partir
É não ficar ausente é estar sem nunca ter chegado.
Amar você! É viver a continuidade de nós mesmos, sem espaços
Sem divisão de corpos.
A tua beleza de alma é o meu espelho para vida
O teu sorriso é a gratificação mais cara e mais pura do direito a vida
É a recompensa... Pelo silencio não quebrado, pela paz claramente estabelecida sem nunca ter sido mencionada.
Amar! A mim é achar você depois de cada final de dia e sei
Que por todos os caminhos por eu andar, vou amar Amim
Na certeza de amar você.
                                           São Paulo, 15 de março de 1987.
                                                            Darcy Bilherbeck.



             Sonho e ilusões


É preciso que eu siga
Por Deus!
É preciso por mim, por você
Por aqueles que perdidos
Não encontram sentido e
Param no meio do caminho,
Deixando seus sonhos, e suas ilusões perdidas
É preciso que eu siga...
Não posso parar
 É uma luta renhida
Que travo comigo
Vencer a cada passo,
Te a mando nos espaços,
Pedaços, farrapos o que quer que eu faça
É preciso...
 Por Deus! É preciso
O tempo se arrasta, ganhando espaço
Anulando o passado
 Que já fez tanta trapaça
Tirando você dos meus braços
É preciso! Eu sei que preciso
Buscar...
 Refazer novos laços
Ah! Eu sei! Vou achar outra vez
O sentido de viver
 Cada passo
Tendo você nos meus braços...

                            São Paulo, 27 de dezembro de 1986

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Viver Feliz (Darcy Bilherbeck)

Viver feliz com meios modestos,

buscar a elegância em vez do luxo 

e o refinamento 

em vez de modismos, ser digno,

não importante, e farto não rico,

estudar bastante , pensar em silêncio,

falar com gentileza,agir francamente,

ouvir as estrelas e os pássaros, os tolos e o sábios,

com o coração aberto,

suportar tudo alegremente,

fazer tudo com bravura,

aguardar as ocasiões, jamais se apressar 

em uma palavra, deixar que o espiritual, a espontaneidade e o inconsciente

sobressaiam através das coisas simples.

Essa vai ser a minha sinfonia. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Andarilha (Darcy Bilherbeck)


Andarilha do tempo sou, buscando respostas em esferas perdidas ou apenas delineadas nas lembranças, marcadas por atalhos esquecidos nos meandros da lucidez aparente. Que marcaram meus passos trôpegos ao longo do caminhar, reconhecendo rostos, através da nevôa que prolonga a vida e pede respostas nem sempre concretas, onde o abstrato se perde nas areias do tempo, trocando apenas roupagens aparentes na luta vã de chegar mais próxima do meu verdadeiro eu, onde me reconheço e me perco pro tempo de chegar, quando sei que é preciso partir. Vou colhendo saudades desfolhando poemas, que falam de minh'alma sedenta de amor." Se entrares por esta porta", talves encontres semelhanças no meu modo de sentir. Quando se encontra a razão e a vontade de ficar um pouco mais, e se tem a certeza de que aqui vim buscar a minha sanidade em um mundo louco e desumano onde apenas amei demais, além de mim mesma... Encontrei a solidão a musica a poesia e você, meu caminho, minha luz e o ar que respiro,olhando a noite tendo as estrelas como lar.Andarilha solitária sou na cadência do tempo que tudo concede e conduz mi'alma em busca do sol...


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Perseguindo Sonhos" (Darcy Bilherbeck)



Perseguindo sonhos na esteira do tempo.
Qual peregrino sem destino certo, chegando e partindo de porto em porto,
trazendo na mala ilusões e fantasias
que criam espaço e partem fugazes alvoraçando corações por onde passam.
 Fazendo os corações cativos em cada abraço, deixando saudades em cada porta que se fecha. Malandra! fagueira não vê como sofre quando parte um coração... vão tirando tudo do lugar como um roda moinho,
 misturando paixão,fantasias e ilusões; deixando rastros por onde passa,
achando graça! partindo e chegando sem prazo certo .
e Eu louca correndo vazia de sonhos me instalo sozinha,
compondo segredos com medo de abrir espaços
pois sei que não mereço teu calor teu regaço,
pois o andarilho não tem rumo certo e vive buscando sonhos por onde passa,
 sem saber que o coração de um sonhador
tem sempre a porta aberta para chegar e partir,
 pois que a vida é feita de sonhos, chorar e sorrir faz parte do viver,
do amar e desamar.
Sempre perseguindo sonhos na esteira do tempo...



São Paulo,26/09/2010.

sábado, 25 de setembro de 2010

Nos Teus Braços (Darcy Bilherbeck)

Volto no tempo... te procuro
revirando todo o passado
todas as lembranças...
Procuro teu rosto, preciso do teu riso.
Sinto que estou me perdendo no vazio
Só o teu olhar me acalma
Por favor! volte... não me deixe
preciso lutar e as armas caem em meio do caminho
sem você me sinto só .
Por favor ! me acolha nos teus braços
renove meus espaços com tua luz
Com o teu sorriso clareie o meu espirito aflito.
Se soubesses! o quanto de ti preciso
sei que voltarias no tempo ou no vento da noite sombria e me 
deixarias nos teus braços achar um novo dia.
Por favor volte! te preciso tanto
estou tão sozinha, me perdi no caminho
Volte! dá-me um novo rumo, um novo alento.
Neste mundo tão mesquinho e tão cheio de espinhos.
Tenho os pés feridos, minhas estão vazias...
Preciso da tua paz! sei que pra ti, não existe tempo, 
passado ou presente,  hoje ou ontem , aqui ou além do infinito.
 Tanto faz chegar ou partir, basta apenas sentir
Por favor! ...
Me ajude a achar outra ves o caminho da volta, 
o sentido da espera que tantas veses exaspera
Volte!
traga o teu riso que ilumina minha estrada e minha vida, 
ou abrevie o tempo do ficar...

Por:  Darcy Bilherbeck.
Guarulhos 09 /09/1989.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brinquedo (Darcy Bilherbeck)



Às vezes penso que sou apenas
Um brinquedo de corda e
Você um garoto travesso
Que ganha um brinquedo novo
Cheio de botões
Enquanto é novidade e te atraí
Fazes dele seu amor secreto
Até conhecer todos os seus segredos
Um dia... Ele te aborrece e você
Maldoso e irritado, joga-o num canto
E dele se esquece.

Você cresce... Emudece.
Um dia sem querer tenta rever o passado
Volta aos velhos brinquedos
Tua atenção desperta para o brinquedo
Que um dia o fez feliz
Pois era novidade, distraído aperta outra vês
Os botões, e como num jogo, você sorri e diz
Sabe eu te quis!Você me fez feliz um dia
Mas como tudo é passado é melhor
Continuar aí como um brinquedo
Bem comportado.
Você só não percebe que até os brinquedos
Possuem alma própria...

São Paulo, 9 de abril de 1985


Darcy Bilherbeck.

Esperas (Darcy Bilherbeck)



Foram tantas vidas
Foram tantos sonhos
Que criamos que nos tornamos
Tempo....
Que formamos esperas silenciosas
Nos emudecemos
Deixamos tantos caminhos
Intactos...
Sufocamos o mais real
O amor!
A beleza pura
Daqueles que se dão simplesmente
Ao mundo do sentimento universo
Que hoje esta sendo desacreditado
Pelo simples fato de não querer
Ser amado...


Jundiaí,o2 de dezembro de 1984.


Por: Darcy Bilherbeck.

Apenas (Darcy Bilherbeck)



Você chegou! Tão de repente
Como quem chega do nada
Apenas... está aqui!
Sorrindo como se nada
Houvesse mudado
Como é tudo entre nós
Sem começo e sem final
Apenas chegamos...
Tão irrisoriamente como partimos
É tão simples ,no entanto tão complexo
Quando nos tocamos

Sem gestos sem palavras
Como um todo ou como um nada
Participantes de algo inacabado
Meramente espaçado em nós
Na transformação do tempo
A procura dos nossos passos
Em algum lugar do passado
A nos trazer de volta...
No futuro menos amargos...




São Paulo, 1º de novembro de 1987.


Por: Darcy Bilherbeck.

Avesso do Avesso (Darcy Bilherbeck)


Ainda trago viva na lembrança
A expressão do teu rosto
Somos dois pólos que se dividem
Ao romper do dia
Para outra vez se recompor
Ao anoitecer.
Somos duas chamas que se consomem
Em lugar nenhum
Somos duas gotas da mesma água
Que nunca se saciam
Partimos... Sempre do mesmo ponto e
Retornamos ao mesmo inferno ao
Qual nos condenamos.
Separados... Sofremos e nos crucificamos


Chegamos ao extremo de nós mesmos
Por nenhum motivo...
Por todas as causas
Por todas as vidas nos definhamos
Lentamente... Com os direitos
Por todos os ideais que um dia nos permitimos
E quase sem querer ou por estranha ironia
Choramos hoje a nossa própria covardia.


Jundiaí, 11 de setembro de 1982


Darcy Bilherbeck.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Outono

Quando o amanhã chegar
e o inverno vestir de lembranças do tempo... da tua , da min ha saudade olhe além das paisagens, onde se perderam sonhos esvoaçados pelo vento... É outono das quimeras e fantasias.
primaveras esquecidas descortinando
lembranças de um sonho inacabado numa tarde de verão...É quando só o outono lento bater à porta, levando as flores, as folhas como lágrimas derramadas do tempo em que tudo era real e so eu não percebia que a vida é como o rio que flui sem parar, levando saudades deixando lembranças na memória das paginas da vida que um dia te fez sonhar, pois tudo era permitido à menina da minha minha infancia, que deixou as bonecas e foi brincar de ser mulher e amou como so as almas incautas são passíveis de amar...  Darcy Bilherbeck.
Andarilha do Tempo
Andarilha do tempo sou, buscando respostas em esferas perdidas ou apenas delineadas nas lembranças, marcadas por atalhos esquecidos nos meandros da lucidez aparente. Que marcaram meus passos trôpegos ao longo do caminhar, reconhecendo rostos, através da nevôa que prolonga a vida e pede respostas nem sempre concretas, onde o abstrato se perde nas areias do tempo, trocando apenas roupagens aparentes na luta vã de chegar mais próxima do meu verdadeiro eu, onde me reconheço e me perco pro tempo de chegar, quando sei que é preciso partir. Vou colhendo saudades desfolhando poemas, que falam de minh'alma sedenta de amor." Se entrares por esta porta", talves encontres semelhanças no meu modo de sentir. Quando se encontra a razão e a vontade de ficar um pouco mais, e se tem a certeza de que aqui vim buscar a minha sanidade em um mundo louco e desumano onde apenas amei demais, além de mim mesma... Encontrei a solidão a musica a poesia e você, meu caminho, minha luz e o ar que respiro,olhando a noite tendo as estrelas como lar.Andarilha solitária sou na cadência do tempo que tudo concede e conduz mi'alma em busca do sol...

                    Por:  Darcy Bilherbeck.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Instituto Cultural Século e Arte
Tem trabalhado muito em prol da arte Brasileira
na pessoa de sua presidente Srª Viviane Spena
que não poupa esforços para levar a Arte e a Cultura do Brasil a nivel Internacional,realizando varias Mostra de Arte em varios Paises o que tem muito nos honrado como artistas deste Pais.Eu sou muito grata por tudo o que tem me acontecido desde que conheci o ICSA, me orgulho de pertencer a esta casa realmente séria e que merece todo o nosso respeito e gratidão.Obrigada Viane
Não existe grandeza onde não há
simplicidade, bondade e verdade.

sábado, 22 de agosto de 2009

Agradecimento

Quero agradecer ao www.portalbelasarte.com, pela dignidade, do seu trabalho em prol dos artistas, como divulgação me sinto horada e agradecida por fazer parte dessa grande familia que é o Portal.

Frações do Tempo (darcy Bilherbeck)

Sou a lentidão do tempo que se arrasta
Sou o romper da manhã que nunca chega
Sou o sol que aquece e na distancia desaparece .
Sou dia que nasce a tarde que morre Sou as ruas sem tuas pegadas
Sou o frio em busca de abrigo
 Sou a chuva em busca da terra
Sou o outono em busca da primavera tardia.
 Sou o riacho sem margens correndo solitário
Sou o vento nas noites sombrias
Sou a dor, sou o pranto que cria o riso repentino...
 Sou a distancia exata entre a razão e a solidão
 Sou a procura efêmera de um momento esquecido
Sou o espaço que desaparece ao som de um ruído Sou eu e sou você...
Sou o balanço que as emoções desvanecem
Sou o silencio da voz consciente
Sou a busca oculta de um movimento Que se distancia disforme
 Sou a procura que se admite entre as brumas da mente entorpecida e se ausenta na lucidez da luz que se acende .
Sou o som que desaparece nas paredes vazias
Sou a ausência presente nas melodias
Sou a lagrima que brilha nas retinas
 Sou a verdade que se esconde na covardia
Sou os olhos do tempo que expurga toda mentira Que silencia na garganta o medo
 Sou o encanto da partida repentina Sou o nada... Sou o tudo Sou tua espera sou o teu perigo
 Sou tua calma e o complemento que rejeitas e procuras
Sou a ternura que se cria nos sons que viajam no espaço de um movimento
Sou a calmaria das águas tranqüilas onde te escondes de ti e te mostras a mim na amplitude do silencio
Sou a eternidade do tempo...
Sou o começo sou fim de um dia
Sou a busca que se completa quando se ausenta na liberdade de ser um elo que permanece entre o tempo e o espaço que se forma na claridade obscura de um momento fracionado.
São Paulo, 10/10/1986.

LANÇAMENTO LIVRO

O ICSA estará lançando no final de setembro, o livro O BRASIL E O MUNDO, OS MELHORES DA ARTE BRASILEIRA. No qual estarei fazendo, contando um pouco da minha arte.

http://www.youtube.com/watch?v=JC5eDx8xB_w

Mais uma conquista "Medalha Bronze Internacionla" com a Obra "JOELHO DE CRISTAL"